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Consolidar e fortalecer o SAMS - objectivo anunciado por Sá Coutinho

“Ao Conselho de Gerência do SAMS, a sair das próximas eleições, caberá fortalecer e consolidar o SAMS” – afirma à Nortada Sá Coutinho, que preside ao órgão a quem cabe presentemente a condução dos destinos daquela instituição. A seguir transcrevemos a entrevista na íntegra.

P – Gostaríamos que nos fizesse um balanço do ano que termina e que comparasse a obra feita com o programa de acção para 2008.
R – Relativamente ao ano que agora finda, verificamos com agrado o quase integral cumprimento dos compromissos assumidos com os nossos beneficiários. Por exemplo: aumentámos significativamente o valor de consulta, com esforço suplementar relativamente a beneficiários de zonas consideradas desprotegidas. Por outro lado, promovemos o aumento das comparticipações em áreas como a ortodontia e a implantologia, bem como alargámos o âmbito das comparticipações, contemplando novos e diferenciados meios auxiliares de diagnóstico. Iniciámos o programa de vacinação contra o cancro do colo do útero e patrocinámos várias iniciativas para promoção de saúde a grupos diferenciados de várias patologias. Finalmente, foi possível activar o programa de marcação de consultas via internet e estamos a promover o alerta da realização de consulta, através de sms, aos nossos beneficiários. Não descurámos as áreas social e materno-infantil. Num outro aspecto, renegociámos o acordo que vigorará com o Ministério da Saúde por mais dois anos, altura em que ponderaremos da conveniência da sua manutenção. Renovámos algumas instalações de utilização comum aos nossos beneficiários, proporcionando um maior conforto quando acedem ao posto clínico do SAMS. Por último, quero referir o aspecto do rigor e parcimónia na gestão do SAMS e dos seus activos. Conseguimos, finalmente, retirar do relatório do revisor oficial de contas, a única reserva que se mantinha relativamente aos sucessivos exercícios. Considero, pois, muito positiva a avaliação do trabalho desenvolvido.

P – E relativamente ao mandato que termina em Abril de 2009?
R – Sentimos haver ainda trabalho por fazer. Contudo, e não obstante as dificuldades naturais e inerentes a qualquer sistema de saúde, conseguimos manter e, em alguns aspectos, até melhorar os níveis de qualidade e de segurança proporcionados e devidos aos nossos beneficiários. Consolidámos a situação económico-financeira da instituição e estamos agora melhor preparados para enfrentar eventuais percalços em que a área da saúde é fértil.

P – Referiu o acordo com o Ministério da Saúde e sua manutenção até Dezembro de 2010. Em que termos se operará a renegociação?
R – O acordo, no essencial, manter-se-á. O contrário conduziria à sua resolução. No entanto, há factores novos, traduzidos em exigências e responsabilidades acrescidas. É neste contexto que procuraremos sensibilizar o Ministério da Saúde para a obtenção de contrapartidas que se traduzam na melhoria das condições contratualizadas.

P – SAMS único: miragem ou realidade?
R – Desejamos seja uma realidade. Não podemos, nem devemos, ignorar as enormes dificuldades que nos esperam. Questões financeiras e patrimoniais terão de ser debatidas e resolvidas. No respeitante a questões conceptuais e ideológicas, existe um largo consenso no seio dos bancários, não constituindo, portanto, qualquer obstáculo à constituição. Mas mais importante do que ter razão hoje é ter razão no futuro. Os SAMS, todos os SAMS, terão o futuro assegurado, se alicerçado na convergência. Não existe outra via capaz de garantir e salvaguardar os direitos das gerações futuras dos bancários e familiares. A convergência é o caminho ético e socialmente responsável. Quem dele quiser, obstinadamente, afastar-se, defraudará de modo inexorável as necessidades e expectativas daqueles que representam. O ruir das teorias daqueles que se colocam acima e a coberto de todos os imprevistos e dificuldades está na ordem do dia, com a queda, a nível mundial, de alguns colossos na área financeira… Que a lição aproveite!...

P – Refere-se ao posicionamento do SAMS/Quadros e ao modelo actual de financiamento dos SAMS em geral?
R – Também, obviamente. Não é justo proporcionar, dentro da mesma instituição de crédito, níveis e condições de acesso à saúde diferentes. Não é admissível segmentar as categorias profissionais e, em função dos vencimentos, promover a diferenciação. É a negação de todos os princípios assentes na solidariedade que durante muitos anos foi cultivada pelos bancários e suas organizações. Atente-se no Serviço Nacional de Saúde, em que as condições de acesso e o nível de cuidados proporcionados não dependem do valor tributado aos utentes via IRS. É o princípio da solidariedade, em que a universalidade e a igualdade prevalecem. Trata-se de um conceito que nos parece inatacável, no qual as próprias instituições de crédito – é nossa convicção – se revêem. Sempre encontraram outros critérios e parâmetros para promover a diferenciação, legítima, entre os colaboradores, que não a saúde!...

P – Parece-nos, aliás, um modelo de que resultariam encargos acrescidos….
R – Não, de todo, já que assentaria no estabelecimento de um valor per capita, a multiplicar pelo conjunto dos trabalhadores de cada instituição, cujo total representaria o encargo já hoje suportado pelas instituições de crédito.

P – Aproximando-se o fim do mandato, uma palavra aos bancários beneficiários do SAMS…
R – Será uma palavra de confiança e de esperança no futuro, não obstante as dificuldades que, por certo, se nos irão deparar. Este ou outro Conselho de Gerência que resultar do próximo sufrágio eleitoral a que os bancários serão chamados a participar caberá encontrar os caminhos e os meios que, conjuntamente com a Direcção do SBN, fortaleçam e consolidem a nossa instituição.

 

     
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