O Conselho de Gerência do SAMS acaba de fazer entrega, às entidades judiciais competentes, de um conjunto de elementos fortemente indiciadores da existência de fraude relativamente à prescrição, aquisição e aviamento de medicamentos com envolvimento de diversas entidades e pessoas.
Deste procedimento, inqualificável e condenável, sai, naturalmente, gravemente lesado o SAMS. É nosso dever assinalar o comportamento correcto e irrepreensível da maioria dos beneficiários, como é seu dever e lhes é exigido.
Contudo, é também inquestionável a constatação quanto à conivência e à actividade de alguns, muito poucos, que se prestam a integrar “esquemas” que prejudicam e abalam seriamente o seu próprio serviço de saúde, de que são contribuintes. Ninguém ficará impune.
Tendo em conta a evidência dos factos e das provas conseguidas, esperamos, consequentemente, o apuramento da verdade. Os bancários e seus familiares assim o exigem e nós, depositários da sua confiança, não os poderemos nem iremos defraudar.