Eleições no SBN: os bancários optaram pela continuidade
Foi sem surpresa que os bancários votaram na continuidade da coligação político-sindical que tem governado o seu sindicato ao longo dos quase trinta e cinco anos de democracia portuguesa.
Fizeram-no conscientemente, apesar de uma campanha eleitoral em que os detractores da actual Direcção nem sempre usaram de métodos que se possam considerar imbuídos dos melhores cânones democráticos, quiçá, por vezes a rondar a calúnia e o desrespeito pela escolha que a classe bancária tem feito ao longo dos anos e que era credora de maior consideração.
Aqueles que pensavam – ou alguma vez imaginaram – ser chegado o momento de, com subterfúgios espúrios e com soezes mentiras quer sobre a capacidade e a isenção dos dirigentes em exercício quer sobre o movimento democrático em Portugal – tomar conta do destino do SBN, receberam dos bancários a resposta merecida.
Com estas eleições terminou um ciclo no SBN – da estabilização económica, da solidificação estrutural. Compete agora aos novos eleitos, para os corpos gerentes e para os restantes órgãos do sindicato, dar continuidade ao trabalho desenvolvido, aproximar ainda mais o sindicato dos associados e trabalhar para a melhoria das condições de vida económica, social e cultural dos bancários. Dos que em si votaram e daqueles que, democraticamente, optaram por outra alternativa.
Estamos certos de que os dirigentes agora eleitos não descurarão as suas responsabilidades e que, apesar da grave crise que assola o mundo – para a qual os trabalhadores não contribuíram –, conseguirão consolidar o SBN no lugar a que tem direito no panorama político-sindical nacional e internacional.
A tarefa não se afigura fácil… mas há que confiar.
Parabéns aos vencedores e que os “vencidos” saibam agora ser possuidores do bom senso necessário para aceitar o claro veredicto dos bancários.
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