Trabalhadores do BPN defendem vínculos laborais
Um encontro nacional de trabalhadores do BPN que decorreu no
Porto, aprovou, por unanimidade e aclamação, uma moção exigindo
do Governo a participação dos sindicatos na procura de uma
solução que garanta e defenda todos os colaboradores daquela instituição,
independentemente do vínculo contratual. A reunião juntou duas centenas de trabalhadores provenientes das
áreas geográficas dos sindicatos do centro, do norte e do sul e ilhas.
O documento aprovado enfatiza que os sindicatos dos bancários
do Norte, do Centro e do Sul e Ilhas têm vindo a acompanhar com
apreensão a evolução das consequências da crise financeira, com
particular relevância no emprego no sector bancário e, muito particularmente,
no BPN. Entretanto, é sabido que no BPN, para além da ameaça de não
renovação dos contratos a termo, existe uma grande indefinição
quanto ao futuro dos restantes trabalhadores e da própria instituição,
o que corresponde a verdadeiros despedimentos sem justa
causa. Por outro lado, o diploma que determinou a nacionalização do BPN
estipula que cabe à CGD, entre outras obrigações, acautelar, designadamente,
a defesa dos direitos dos trabalhadores. Por seu turno, o Governo tem, em sucessivas afirmações públicas,
dito que uma das suas principais prioridades é a defesa do emprego
e a luta contra o desemprego. Também em sede de concertação social, quando questionado pelo
secretário-geral da UGT, o primeiro-ministro afirmou que os trabalhadores
do BPN estão mais seguros com a nacionalização da
instituição, garantindo não ser intenção do Governo que haja despedimentos. Por fim, sublinha que os sindicatos não podem ficar indiferentes
às preocupações que os trabalhadores do BPN lhes fazem chegar
relativamente ao futuro e à estabilidade dos postos de trabalho.
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