A Confederação Europeia de Sindicatos (CES) acaba de publicar um manifesto sublinhando que, com as dívidas contraídas em consequência dos créditos à habitação, o sector bancário e os negócios passaram a ocupar um lugar excessivo em muitos países e por isso, a nível do sector privado, a despesa e o investimento manter-seão, provavelmente, em recessão durante muitos anos: “A lógica de destruição criativa deixou de dominar. Actualmente, o que está em voga é a lógica de destruição em massa do emprego, aliada à criação de empregos precários.”
Por isso, a CES exige que o Conselho Europeu e a Comissão criem um plano de investimento que represente 1% anual do produto interno bruto durante os próximos três anos: “Existem possibilidades de investimento em áreas como as energias renováveis, as tecnologias não poluentes, a poupança de energia, as infra-estruturas e redes materiais e sociais e os materiais de futuro, havendo necessidade de optar por sistemas de transporte não poluentes e por veículos modernos.
Estes investimentos deverão constituir a base de uma nova estratégia empresarial que assegure uma rápida e equilibrada transição para uma economia de baixo teor de carbono e para um futuro mais sustentável.” Por último, sublinha que, de modo a evitar uma sobrecarga nas finanças públicas dos Estados-membros e a ultrapassar o facto de vários deles não terem acesso a financiamentos abordáveis, este esforço de investimento deverá ser suportado a nível europeu.