Realizou-se no passado dia 1 de Junho de 2009, no Porto, uma reunião das direcções do SBN e do SBC para analisar a forma como tem decorrido todo o processo negocial referente ao ano de 2009. Esta reunião foi motivada pelo facto do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas ter dado o seu acordo de princípio, quer à proposta da Caixa Geral de Depósitos – que previa aumentos diferenciados de tabela salarial – quer à proposta apresentada pelo Grupo Negociador da Banca, que da sua posição inicial de aumentos de 0,9%, evoluiu para a posição de 1,5%.
Recorde-se que a posição dos três Sindicatos – SBC, SBN e SBSI – era a de considerar tal valor insuficiente face à proposta inicial, e que à mesa negocial da Caixa Geral de Depósitos foi declarado não se entenderem os motivos porque apresentava, mais uma vez, uma proposta de tabela salarial diferenciada, penalizando os níveis superiores – a partir dos níveis 13 – e sem ter em conta o trabalho desenvolvido pelos restantes trabalhadores – níveis 3 a 12 –, agravado pelo facto de a CGD, ao contrário de toda a restante Banca não aceitar contratualizar as admissões pelo nível 5, bem como as restantes posições assumidas por estas duas Direcções – Sindicato dos Bancários do Norte e Sindicato dos Bancários do Centro – e já transmitidas a todos os trabalhadores em anterior comunicado.
Não pode servir como contrapartida o facto de se alterar o regime do crédito à habitação querendo, simultaneamente, alterar o regime de Segurança Social, sem querer discutir a possibilidade de criar um sistema complementar de reforma para os trabalhadores admitidos a partir de 1 de Janeiro de 2009. Na Associação Portuguesa de Bancos, o SBN e SBC reafirmaram que a proposta fica abaixo das expectativas dos valores apresentados pelos Sindicatos – SBN,SBC e SBSI – que foram sensíveis ao pedido de adiamento das negociações, apresentado pela APB, com o argumento de que deveriam ser analisados os resultados da Banca referentes ao primeiro trimestre de 2009, que não foram penalizadores para os Bancos, o que demonstrou as razões dos Sindicatos em defender a sua última proposta de revisão da tabela salarial e cláusulas de expressão pecuniária (2,9%). Na reunião dos dois Sindicatos – SBN e SBC – foi decidido, entre outras medidas, utilizar os meios legais decorrentes da Lei para que as negociações possam prosseguir.