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Uma palavra nova no voluntariado

Em Dezembro último, a Nortada publicou uma breve “apresentação” de uma nova mais-valia que, nascida em Sevilha (1971), depressa se tornou uma ONG que a União Europeia já reconheceu como de utilidade pública. Dá pelo nome de Telefone da Esperança, está a trabalhar em todas as Províncias de Espanha, abriu centros em todos os Países da América Latina e, nos últimos anos, abriu também em Inglaterra, Suiça e Estados Unidos. Desde o dia 07.12.08, Portugal conta já com o seu primeiro centro. Nascemos no Porto – porque “aqui houve nome Portugal”... Pelo sonho é que vamos...

Porque estamos aqui hoje na Nortada?
Fui bancário, sou sócio do SBN e, mesmo na reforma, sempre que necessário, gosto de dar o meu contributo. Acredito na Causa dos Sindicatos – lutar por uma Sociedade-Desafio a que cada um aprenda a Viver de Pé, no seu próprio chão, sem pisar ninguém nem se deixar pisar por ninguém... E todos sabemos que, em situação de crise, nem os bancários escapam... É a “Causa do Homem” que está ameaçada.
Depois, acontece também que alguns ex-bancários que já nos conhecem como Telefone da Esperança (temo-los a trabalhar connosco)
me desafiaram a juntarmo-nos e desafiarmos o SBN a pensarmos em comum caminhos de convergência. Afinal, estamos todos a trabalhar por uma causa que, saudavelmente, aflige também o SBN – o bem-estar dos seus associados, no activo e/ou já na reforma.
O Voluntariado Organizado, quando bem conduzido, pode tornar-se uma valiosa fonte de Saúde Emocional – quer para o indivíduo quer para os seus grupos de pertença.

O que já estamos a fazer e para onde vamos?
1º - Numa forma muito sintética, diria: O Sonho1 que, vindo da vizinha Espanha, desde 1971 se está a concretizar por esse mundo fora onde haja grandes ou pequenas comunidades de espano-luso falantes, uma vez entrado em Portugal, já impactou directamente cerca de três centenas de portugueses que passaram pela nossa Formação de Agentes de Ajuda. Trinta deles estão já a fazer Orientação por Telefone e uns dez estão já a colaborar quer no Plano de Formação Integral quer no Plano de Formação de Auto-Ajuda2.
Os resultados deste Trabalho Voluntário já feito até ao ano 2000,
em análise sociológica da problemática da Pessoa em Crise, figuram no livro Crisis del Tiempo Nuevo, em edição conjunta do Ayuntamiento de Madrid – Área de Servicios Sociales e do Teléfono de la Esperanza. Está em preparação uma nova edição mais actualizada.
Nós, em Portugal, ainda não temos história para contar. Em 2004, começamos a ir a Espanha em busca de preparação e, em 2008, demos a cara. Agora, em Formação Contínua, precisamos de mais mãos para irmos mais longe.
2º - Porque Pelo Sonho é que Vamos3, acreditamos que nós portugueses (nomeadamente nós Portuenses!) também somos capazes de aprender a ser voluntários e de nos prepararmos para, voluntariamente, desempenharmos o papel de Agentes de Ajuda de uma forma eficaz, que sempre pressupõe algo como uma boa qualidade profissional. Não queremos ser uns coitados a querer ajudar uns coitadinhos... Ninguém nos pode obrigar a, deterministicamente, ir na onda de um voluntariado em que muito ajuda quem não estorva...

O Sonho T.E. e o Nosso Sonho
João Cidade foi um português de Montemor-o-Novo que fez história no mundo como precursor dos hospitais psiquiátricos. Ficou conhecido como S. João de Deus. E foi num desses hospitais que o fundador de T.E., ao constatar que há muita gente que enlouquece de solidão, por falta de interlocutor à altura, teve intuições deste tipo:
- Se criássemos uma Linha Telefónica, aconfessional, que fosse um meio de, primeiro anonimamente e, depois de o escutar o tempo e as vezes que for preciso, desafiar o Apelante a encetar um processo de Reformulação do Problema que o apoquenta, isso poderia ajudá-lo a aperceber-se de que o “outro” não é nem a causa nem a solução do meu problema. Eu sou a causa (ou pelo menos faço parte dela!) de todos os meus problemas. E só há uma solução: aprender a Estar de Pé frente à Vida que sempre e sempre tem para todos nós muitas surpresas desagradáveis.
Como resultado das vicissitudes sócio-profissionais dos últimos anos, os sindicatos viram-se, de repente, invadidos por um número assustador de reformados – um número cada vez bem maior do que os sócios no activo. Pensou-se no Voluntariado como poção mágica para ocupar esta gente, de uma forma saudável, porque é um facto que o Voluntariado pode tornar-se uma ocupação fascinante e, por isso mesmo, altamente terapêutica. Só que (...), dar, ajudar, não é vontade nem intenção. É um acto natural de quem é rico. Nunca um pobre pode dar, como nunca um rico4 pode deixar de o fazer...

Desafio para todos os bancários
Na última Convenção para os Jovens Bancários, um dos temas que preocupou os organizadores do evento foi o encarar a profissão na Banca como fonte de (des)Equilíbrio Emocional – um dado básico do nosso bem e/ou mal estar individual, familiar e sócio-profissional.
Dissemos lá que a nossa Saúde Emocional está cada vez mais ameaçada e urge uma Profilaxia Capaz.
É esta a vocação do Telefone da Esperança: cuidar daqueles que entraram em crise e preparar os outros para livrar-se de nela cair...
Damos trabalho, irradiamos saúde... A decisão é tua!

Mais informações
Se pretende mais informações sobre esta temática, pode usar o telefone 960340851 ou, das 20 às 23h, o 222030707.

     
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