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Osteopatia: visão global do corpo humano

Saúde:
“Estado de completo bem-estar físico, moral e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”
(O.M.S.)

Desde há muitos anos que todos nós ouvimos falar de medicinas tradicionais e alternativas sem que um grande número de pessoas conheçam exactamente como são praticadas, mais os casos clínicos em que podem ter indicação e, sobretudo, quem os pode praticar.
De todas, talvez a mais conhecida seja a clínica com técnicas como a acupunctura, para além de outras que aplicam métodos terapêuticos os mais variados.
Hoje em dia, muitas dessas técnicas terapêuticas são mesmo reconhecidas por organismos internacionais como a Organização Mundial de Saúde e pelos mais diversos países.
Dentro dessas técnicas terapêuticas ressalta a osteopatia, de que hoje iremos abordar, em termos muito gerais, algumas noções.
As linhas que se seguem, de autoria do enfermeiro Nuno João, vão ajudar-nos a conhecer o que é a osteopatia que, tal como outras técnicas, é hoje apelidada de terapêutica não convencional.
Posteriormente abordaremos outras dessas terapêuticas.


Osteopatia: visão global do corpo humano

A osteopatia baseia-se no princípio da mobilidade e livre circulação dos infl uxos nervosos, através dos quais se pode manipular diferentes partes do corpo. Os osteopatas também partilham da visão global do corpo humano, debruçando-se sobre as características físicas, mentais e emocionais. Os benefícios da manipulação física no tratamento de lesões não são novidade. Fruto da sabedoria popular, os métodos tradicionais de massagem e manipulação atravessam gerações através dos séculos, embora nunca ofi cialmente reconhecidos pela medicina convencional.
A osteopatia surgiu no fi nal do séc. XIX, nos Estados Unidos da América, pelo médico
Andrew Taylor Still, que identifi cou a inter-relação entre o sistema músculo-esquelético e o resto do corpo. Visa então, a globalidade baseada na harmonia, no equilíbrio e na normal mobilidade da arquitectura osteomuscular.
A base desta ciência centra-se em restaurar a função, para uma melhor qualidade de vida do ser humano, ou seja, a estrutura governa a função. Assim, através de um tratamento manual e natural, o osteopata trata as disfunções somáticas e estruturais, uma vez que o corpo possui uma capacidade de cura e reequilíbrio. Para tal, o osteopata possui o conhecimento profundo de anatomia, fi siologia e biomecânica do corpo, sendo recomendada nos seguintes casos: dores nas costas, nas cervicalgias, torcicolos, neuralgia cervicobraquial, dorsalgias, lombalgias, ciática, stress, irritabilidade, dores de cabeça…
Para desenvolver estes tratamentos, o osteopata tem como principal instrumento de trabalho as mãos, conseguindo com elas realizar uma vasta gama de técnicas, como vibrações suaves, massagens e diversos graus de manipulação, que conferem mobilidade às articulações, estimulando a função dos tecidos moles ou facilitando a circulação através do relaxamento dos músculos.
Deste modo, fornecem aos tecidos mais oxigénio e favorecem a eliminação dos produtos tóxicos, uma vez que o osteopata utiliza uma técnica específi ca para cada tecido (ligamento, músculo e osso) e o tratamento varia consoante as necessidades. De forma geral,
tratam-se de técnicas estruturais (manipulações articulares), rítmicas (estiramentos e bombeios) e funcionais ou de relaxamento (massagem).
Actualmente, a osteopatia é reconhecida tanto nos EUA como na maior parte dos países europeus, sendo os tratamentos comparticipados pelo Estado.
Em Portugal é reconhecida como terapêutica não convencional desde 2003, permanecendo ainda, contudo, fora do Serviço Nacional de Saúde.
Para fi nalizar, gostaria de referir que a alma da osteopatia é o reconhecimento da capacidade que o corpo humano tem para se regenerar, com ajuda externa.

Nuno João, enfermeiro

     
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