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Portugal exige respostas sindicais que promovam progresso económico-social

João Proença em conferência-debate
Portugal exige respostas sindicais que promovam progresso económico-social

“O nosso país confronta-se com novos e velhos problemas, exigindo-se respostas e acções do movimento sindical que promovam o progresso económico e social” – sublinhou o secretário-geral da UGT, João Proença, numa conferência-debate conjunta das fundações INATEL e Mário Soares, realizada em Castelo Branco no passado dia 10 de Setembro e subordinada ao tema “Novas respostas do sindicalismo”.

Proença salientou que o Portugal de hoje é profundamente diferente do de há 35 anos: somos um país democrático integrado na União Europeia, houve melhoria das condições de vida e de trabalho, o país é respeitado na comunidade internacional e desenvolve relações de cooperação com diferentes países e regiões, particularmente no quadro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Em termos de novos desafios com que somos confrontados, destacou que a União Europeia a que aderimos em 1986 mudou profundamente com o desaparecimento das fronteiras internas; a moeda única; os alargamentos; o progressivo desaparecimento das barreiras alfandegárias externas; a aceleração da globalização; o crescente envelhecimento da população; a melhoria dos níveis gerais de educação e formação; a crescente e muito elevada participação das mulheres no trabalho por conta de outrem; uma crescente dualização entre trabalhadores com vínculos permanentes e trabalhadores com vínculos precários; uma mudança profunda na organização das empresas.

O secretário-geral da UGT enunciou depois as respostas sindicais a estes desafios: a luta por uma globalização diferente; o aprofundamento do modelo social europeu; a aprovação do Tratado de Lisboa; um maior investimento nas políticas de crescimento e emprego; a defesa dos valores europeus no mundo; o combate ao desemprego; o acesso de todos à educação e à formação; remunerações dignas; trabalho estável; direito à protecção social e aprofundamento do diálogo social.

Aquele dirigente sindical considerou que o Estado tem um papel insubstituível, pelo que defendeu uma saúde e uma educação de base pública, a sustentabilidade da Segurança Social pública; a necessidade de políticas económicas de dimensão sectorial, e a intervenção do Estado na economia.

     
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