Pesquisa

ok
Home»Nortada»Nortada Detalhe
 
…e o pior ainda est(ar)á para vir

“No que diz respeito ao desemprego, o pior ainda está para vir” – enfatizam a Confederação Sindical Internacional e o TUAC, numa declaração entregue ao G20, que se reuniu em Londres em 24 e 25 do passado mês de Setembro.

Naquele documento, os sindicatos mundiais pedem aos líderes do G20 que introduzam um plano de recuperação internacional e de crescimento sustentável, que considere o emprego como primeira prioridade e que corresponda aos desafios de dar um novo impulso para reformar o sistema financeiro, de mitigar o impacto da crise sobre o desenvolvimento e de aplicar reduções às emissões de gases com efeito de estufa, promovendo “empregos verdes”, contribuindo para os custos desta adaptação nos países em desenvolvimento e apoiando o conceito de “transição justa” para proteger os trabalhadores na adaptação a uma “economia verde”.

Além disso, os líderes do G20 devem mostrar a vontade política necessária para romperem com as políticas do passado e assegurarem- se de que não se volte à situação anterior, criando um novo modelo para uma economia equilibrada e adoptando a Carta para uma Actividade Económica Sustentável e a Norma Global de Princípios Comuns de Propriedade, Integridade e Transparência, que incorpore o programa da OIT sobre Trabalho Digno.

Os sindicatos instaram os líderes do G20 a estabelecer um grupo de trabalho para abordar o impacto da crise sobre o emprego e implementar o Pacto Mundial para o Trabalho negociado pela OIT, assegurar-se de que as medidas de recuperação maximizem a criação de emprego e incluam políticas activas de mercado de trabalho, proporcionar cobertura de segurança social e de protecção laboral adequadas aos mais vulneráveis, e investir em capital humano por meio da educação e da formação.

Adicionalmente, deverão actuar de imediato para se assegurarem de que as medidas de recuperação sejam adequadas para manter e proteger os empregos e proporcionar protecção social, combater o risco de deflação salarial, inverter as desigualdades de rendimentos estendendo a cobertura da negociação colectiva, impedir que as empresas recorram à redução de efectivos, proporcionar apoio às empresas afectadas por reduções temporárias nas suas vendas, ajustar as políticas relativas às redes de segurança social e ao mercado laboral activo para proteger melhor e proporcionar apoio aos jovens trabalhadores, proporcionar ajudas compensatórias particularmente programas alargados de subsídios de desemprego, abordar o problema do trabalho precário, dar prioridade à criação de empregos qualificados melhorando a flexibilidade funcional, tomar medidas para eliminar as diferenças salariais de género, garantir aos trabalhadores migrantes os mesmos direitos dos demais cidadãos, e fazer frente à crise dos fundos de pensões assegurando que os empregadores assumam a sua parte de responsabilidade no risco.

Por outro lado, os sindicatos apresentaram um plano para uma reregulação dos mercados financeiros, reivindicando medidas contra a economia financeira submersa (fundos de capital privado e produtos estruturados, pôr fim aos paraísos fiscais e criar novos mecanismos fiscais internacionais, garantir um acesso justo e sustentável ao financiamento internacional para os países em desenvolvimento, uma reforma do modelo comercial da banca privada, controlar a remuneração de directores, accionistas e intermediários financeiros, proteger as famílias trabalhadoras face aos empréstimos ruinosos, consolidar e melhorar a prestação de contas das autoridades supervisoras, e reestruturar e diversificar o sector bancário.

Por último, e no que diz respeito às alterações climatéricas, os sindicatos instaram o G20 a realizarem investimentos em grande escala e com mão-de-obra intensiva em infra-estruturas verdes, desenvolverem programas de formação e de desenvolvimento de capacidades para que os trabalhadores possam aceder a “empregos verdes” de qualidade, comprometerem-se a alcançar objectivos ambiciosos a curto e médio prazos para uma redução das emissões de gases com efeito de estufa, promover à escala internacional e nacional uma transição para uma economia com baixas emissões de carbono e socialmente justa, reconhecer o papel dos sindicatos nestes pontos, comprometerem-se a investir 200 mil milhões de euros em fundos públicos necessários para apoiar a adaptação por parte dos países em desenvolvimento para o período de 2013 a 2017, e tomarem medidas para fomentar investimentos adicionais do sector privado.

 

     
   Imprimir        Voltar        Topo
Copyright © 2007 SBN