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Igualdade de género para enfrentar a crise

A primeira conferência mundial da Confederação Sindical Internacional (CSI) sobre as mulheres, subordinada ao tema “Trabalho digno e vida condigna para a mulher: os sindicatos situam-se na vanguarda da justiça económica e social e da igualdade” encerrouse no passado dia 21 de Outubro com uma série de recomendações que pretendem aprofundar a igualdade de género, a fim de que esta matéria ocupe um lugar mais proeminente na agenda internacional.

Os debates centraram-se no facto de que, embora as mulheres se vão incorporando cada vez em maior número na força de trabalho e nos sindicatos, e que tenham sido dados importantes passos no campo da organização, da negociação colectiva e do respeito pelos seus direitos, “as mulheres estão em posição de desvantagem em relação aos homens nos mercados de trabalho em todo o mundo, enquanto em muitas regiões se prevê que o impacto da crise económica nas taxas de desemprego seja mais prejudicial para as mulheres”.

As delegadas expressaram profunda preocupação em que o compromisso para fazer avançar a igualdade de género não seja prejudicado pela crise económica mundial. E manifestaram firme apoio à resolução sobre aquela matéria, adoptada pela Conferência Internacional do Trabalho deste ano, que assinala que “a crise não deveria ser utilizada como desculpa para se criar desigualdades ainda maiores nem para fazer esquecer os direitos adquiridos pelas mulheres”.

A conferência relevou também questões prioritárias para as mulheres no trabalho, na sociedade e na política, como o incremento do número de mulheres em trabalhos precários nos últimos anos, com a consequente redução dos salários, pouca ou nenhuma protecção face à exploração e carecendo de segurança social e do direito à reforma. Os resultados da conferência, que serão aperfeiçoados pelo Comité Feminino da CSI no início de 2010, sublinham a importância vital das medidas de acção positiva e de procedimentos rigorosos de supervisão para se conseguir a igualdade de géneros.

Os desafios específicos com que se enfrentam as mulheres jovens e a necessidade de os sindicatos os enfrentarem foram tratados numa sessão especial da conferência. O testemunho convincente descrevendo a terrível exploração de que são vítimas as trabalhadoras domésticas reforçou o compromisso das 450 participantes reivindicarem direitos para as empregadas do sector, numa ampla campanha internacional. “As vantagens da filiação sindical tanto para as trabalhadoras como para os trabalhadores são evidentes.

A protecção e o apoio que os sindicatos oferecem são especialmente importantes no contexto da actual crise económica mundial, quando os postos de trabalho e as condições de vida estão seriamente ameaçados” – afirmou Guy Ryder, secretário-geral da CSI. Em conclusão, a conferência exortou a CSI a incrementar o compromisso de conseguir a paridade de género nos seus programas e estruturas e a prosseguir a luta para dar voz e representação iguais a milhões de mulheres trabalhadoras em todo o mundo.

 

     
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