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2010, ano europeu da exclusão social

Triste mundo, que veste quem está vestido e despe quem está nu
Calderón de la Barca

As “exclusões”, sejam elas de ordem económica, social, cultural, patológica ou de comportamentos auto-destrutivos, são de uma forma geral, dificuldades ou problemas sociais que levam ao isolamento e até à discriminação de um determinado grupo. Estes grupos “excluídos” ou, que sofrem de exclusão social, carecem assim de uma estratégia ou política de inserção de modo a que se possam integrar e ser aceites pela sociedade que os rodeia.

O sociólogo francês Robert Castel, definiu a exclusão social como o ponto máximo possível de atingir no decurso da marginalização, sendo este, um processo no qual o indivíduo ou um grupo se vai progressivamente afastando da sociedade através de rupturas consecutivas com a mesma. Na UE, há 78 milhões de pessoas – o correspondente a 16% da população – que vivem em risco de pobreza. Mas, apesar de a pobreza poder levar a uma situação de exclusão social não é, no entanto obrigatório que estes dois conceitos estejam intimamente ligados, já que um cidadão de uma classe social baixa, pode ser pobre e estar integrado na sua classe e comunidade. É no entanto um dos factores essenciais…

Assim, factores como a pobreza, o desemprego ou emprego precário, as minorias étnicas e ou culturais, os deficientes físicos e mentais, os sem-abrigo, os trabalhadores informais e os idosos podem originar grupos excluídos socialmente, embora não seja obrigatório que o sejam. É neste contexto que a Comissão Europeia declarou 2010 como o Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social, cuja campanha visa reafirmar o empenho da União em tomar medidas decisivas para a sua erradicação.

Com a globalização, a abertura de fronteiras facilitou, o aumento de imigração que se regista na Europa, mas trouxe consigo fenómenos como a xenofobia e o racismo. Tal como nos restantes países europeus, também em Portugal, onde a maioria dos imigrantes são provenientes das ex- -colónias, a coesão social é ameaçada pela não aceitação do direito à diferença, e a falta de integração cultural, provoca, nestas circunstâncias, problemas de direitos humanos e civis relacionados com os imigrantes, quer estejam legais ou ilegais, já que a sociedade tende a categorizar e a excluir certos grupos sociais, nomeadamente, os imigrantes.

Diferenças culturais e religiosas, bem como, nível económico e cultural baixos, incentivam a discriminação destes grupos, criando preconceitos e estereótipos relativamente aos mesmos, associando-lhe grupos marginais organizados, delinquência, tráfico de droga, … Até quando podemos pactuar com esta situação?

 

     
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