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O Sino

O Sino que ouço tocar,
Não sei bem a que distância,
Parece-me badalar
No fundo da minha infância.

Será toque de trindades,
Ou horas que o sino dá?
Talvez sejam as saudades
Das horas que já não há.

Esta toada mortiça
Das badaladas de agora,
Lembra-me o chamar p’ra missa
De um domingo de outrora.

Não sei dizer se serão
Reais os sons repetidos,
Ou somente uma ilusão
- Puro engano dos sentidos.

Manda-me a razão não crer
Numa situação assim;
Mas há um sino a tanger,
Ou fora ou dentro de mim.


Sílvio Martins

 

     
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