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Cerca de 2 milhões de portugueses vivem com menos de 414 euros mensais
Segundo os dados do Eurostat relativos a 2007, Portugal mantém o índice de pobreza de 18%, já depois das transferências sociais, sendo que 1,9 milhões de pessoas vivem com menos de 414 euros por mês, apesar de receberem prestações sociais. São considerados pobres e representam cerca de 18% da população nacional. O indicador de pobreza coloca Portugal numa situação melhor do que a Espanha, a Grécia (ambos com 20% de pobres) e a Itália (19%). Ainda segundo a Eurostat, quatro por cento dos portugueses não conseguem pagar uma refeição com carne, ou o equivalente em legumes, de dois em dois dias.

Crédito malparado cresce 300 milhões ao mês
De acordo com os últimos dados publicados pelo Banco de Portugal, o crédito malparado aumenta mensalmente em cerca de 300 milhões de euros, correspondendo a 200 milhões às empresas e 100 milhões às famílias. O ritmo de crescimento de incumprimento do crédito continua acelerado, embora tendo abrandado na habitação, e no somatório do sector empresarial e famílias somam já mais de nove mil milhões de euros de empréstimos em cobrança duvidosa.

Confiança na economia mundial sobe para máximos
Segundo um estudo realizado pele agência internacional Bloomberg, a confiança na economia mundial subiu de 58,9 para 66,7 pontos para o que muito contribuiu a aceleração da produção industrial e da indústria dos serviços, a suportar a confiança dos investidores numa retoma sustentada da recessão. Este é o valor mais elevado do índice desde há dois anos e o sexto mês consecutivo em que o índice excedeu os 50 pontos. Segundo o mesmo estudo, a recuperação é suportada pela resposta à crise, dada pelos governos que se comprometeram aumentar a despesa pública, para fazer face à maior recessão económica do pós-guerra.

Situação ainda “exigente e difícil”, admite o Ministro da Economia
De acordo com o Boletim Económico de Inverno do Banco de Portugal (BdP), a economia portuguesa deverá voltar ao crescimento já em 2010, com um valor na ordem dos 0,7%, acelerando para 1,4% em 2011. Segundo Vieira da Silva, ministro da economia, “apesar de continuamos a viver uma situação exigente e difícil à escala internacional e, também, na economia portuguesa” as últimas previsões do Banco de Portugal, “vêm corrigir em alta as que tinham sido feitas num passado recente, apresentando melhores resultados do que ainda há seis meses ou há um ano atrás se previa para a economia portuguesa”. “O país reagiu e teve uma atitude proactiva de combate a esta crise, e se não conseguimos evitar a recessão, o que seria impossível no quadro internacional em que vivemos, conseguimos trazê-la para valores que são menos graves do que todos apontavam há um ano atrás” acrescentou Vieira da Silva.

2010, ano de crise
Segundo o relatório “Global Risks 2010” do World Economic Forum (WEF), a actual crise económica vai fazer-se sentir no longo prazo, “o que provoca riscos pesados a nível mundial” para 2010, nomeadamente o aumento do desemprego e outros factores consequentes como “a falência dos sistemas de segurança social, aumento da insegurança e migração descontrolada”. O Fórum Económico Mundial traça, assim, um cenário pessimista para a economia mundial e aponta vários riscos e desafios económicos, geopolíticos, ambientais e sociais.

Aumento do desemprego vai persistir em 2010
Pascal Lamy, director-geral da Organização Mundial de Comércio afirmou, na conferência anual da Coface, que se realizou em Paris, que “nos próximos dois anos o mercado de trabalho vai continuar a degradar-se…”, frisando que esta consequência da crise vai alimentar a continuação dos movimentos proteccionistas. Lamy afirmou ainda que as economias “já bateram no fundo” e que estamos agora a viver um momento de “retoma frágil” com os países a viverem num cenário de “grande endividamento”.

Taxas no multibanco: multas pesadas para os prevaricadores
O Governo já tinha anunciado a intenção de travar a eventual cobrança pelas instituições financeiras de taxas de utilização de caixas multibanco e terminais de pagamento automáticos, aos consumidores. Segundo um Decreto-lei publicado em Diário da República as instituições de crédito podem agora ser penalizadas com coimas até 44,8 mil euros, caso insistam na aplicação dessas taxas de serviço. O diploma visa assim, por um lado, proibir a cobrança de encargos pelas instituições de crédito nas operações realizadas nas ”caixas multibanco” e, por outro lado, proibir a cobrança de encargos pelos comerciantes de serviços nas operações realizadas por meio dos terminais de pagamento automáticos.

 

     
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