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Anátema

Escravos das horas que nos prendem
Ao tempo que nos pesa, onde esquecemos,
Sobre nós se adensam e se estendem
As sombras dos fantasmas que tememos.

Sem saber por que é que nos atamos
Às forças que nos querem dominar,
Perguntamos aos ventos por que estamos
Aqui parados a passar.

Mas os ventos, que correm, se nos ouvem,
Ao contrário daquilo que parece,
Não se detêm no curso, nem respondem.
O assombro certamente os emudece.

E, assim, p’la Sorte desprezados,
Sem resposta a perguntas que lhe pomos,
Cativos de direitos adiados,
Na vida nos perdemos de quem somos.


Sílvio Martins

 

     
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