Pesquisa

ok
Home»Nortada»Nortada Detalhe
 
Tráfico de seres humanos

O tráfico de seres humanos é essencialmente para a exploração sexual, mas também para a servidão doméstica. Segundo Joana Wrabetz, líder do Observatório do Tráfico de Seres Humanos, quem pratica este tipo de tráfico, são muitas vezes, famílias da classe média-alta e diplomatas que, como têm imunidade diplomática, importam com facilidade as suas empregadas, nem sempre oriundas dos seus países.

Assim, ficam muitas vezes sem passaporte, trabalham 18 horas por dia, são alimentadas com os restos da família e não têm salário, isto sem falar nos maus tratos físicos que lhe são infligidos. A denúncia destes casos é extremamente difícil, pois as vítimas não conhecem a língua do país onde trabalham, vivem escondidas dentro de casa e nem os vizinhos conhecem a sua existência.

O tráfico de seres humanos funciona como um negócio. A oferta está nos países pobres e de mão-de-obra barata. Uma forma de combater esta situação, à semelhança de países como a Áustria é, sempre que um diplomata precisa de uma empregada, seja de que país for, tem de a apresentar ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, bem como apresentar a planta da casa, com a indicação do quarto onde a empregada vai dormir. Então, são fornecidos à empregada uma série de documentos e um aviso dizendo que, caso necessite de ajuda para algo, contacte aquele Ministério.

Em Portugal foram detectados trezentos casos, mas não existem dados nem tempo de funcionamento suficiente do observatório para perceber as diferenças relativamente à Europa. Joana Wrabetz anunciou que a Comissão Europeia lançou um concurso para coordenador da luta contra o tráfico de seres humanos, podendo então, a partir daí, haver hipóteses de Portugal conseguir elementos comparativos em relação à UE.


Paula e Luísa
GRAM - Grupo de Acção de Mulheres do SBN

     
   Imprimir        Voltar        Topo
Copyright © 2007 SBN