Não erguemos Abril
P’ra decepar,
Os cravos plantados
Com esmero;
Nem erguemos Abril
P’ra mergulhar,
Tanto operário honesto
Em mares de desespero.
Não erguemos Abril
P’ra estimular,
A insaciável gula
Dos chacais;
Nem erguemos Abril
P’ra defraudar,
Os que auguraram Abril
De ideias fraternais.
Abril está tão longe - e esteve perto,
Mas deixamos
Que ardilosos vilões
De verbo impuro,
Fossem transformando
Impunes
O País de Abril - num País sem horizontes...
Sem futuro...
Fernando Castro e Sousa