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A banca, os sindicatos, amarelos e o ACT

Os sindicatos verticais, agora unidos na Febase, continuarão, contra tudo e contra todos, a lutar pela manutenção e melhoria das condições de vida dos trabalhadores bancários e pela manutenção dos postos de trabalho.

A proliferação de sindicatos (quer dizer, a divisão dos trabalhadores) sempre foi e será um objetivo do capitalismo (ou poderemos dizer, dos regimes totalitários).

Não nos espantou, por isso, que, acobertados por um pano negro, alguns pseudo sindicalistas se tenham proposto a dar
corpo a tal desiderato, cumprindo ordens do seu partido (nem sequer acreditamos que tal fosse estratégia da CGTP que, ao longo de mais de 30 anos, apesar das divergências existentes no seio do movimento sindical, sempre recusou assumir a divisão dos bancários), ao não conseguirem, através do voto democrático,
dominar os sindicatos verticais do setor bancário, partindo para a divisão dos trabalhadores

Não nos espantou... Espantados terão eles ficado ao não conseguirem a adesão de pouco mais do que algumas centenas
de trabalhadores, pois, felizmente para os bancários, ainda há quem consiga distinguir partido de sindicato?

Sempre admitimos que qualquer instituição (seja ela de que teor for: sindical, partidário, cultural, ou mesmo de caráter puramente social) necessite no seu seio da existência de uma forte oposição, que fiscalize a atuação da maioria legitimada pelo voto. Por isso, contra ventos e marés, o sindicalismo democrático
se bateu pela institucionalização do direito de tendência na legislação do trabalho.

Ainda hoje pensamos ser essa a verdadeira forma de dar voz a todas as correntes sindicais existentes.
Há, infelizmente, quem assim não entenda? Divide-se a classe, enfraquecendo-a, apenas para satisfazer os egos partidários?
Porque temos por vós alguma consideração e vos temos como pessoas inteligentes, deixem que vos pergunte: O que lucraram os bancários com esse ato tresloucado de divisão sindical?

Não teria sido muito mais inteligente lutar pela constituição de um sindicato único... E se o resultado tem sido nulo, porque insistem em lutar contra moinhos de vento, insultando o movimento sindical democrático, a sua central, os seus sindicatos e os seus sindicalistas?!

Vem tudo a propósito de um comunicado do PCP (aqui se vê a independência destes sindicalistas) em que afirma que ?os sindicatos da UGT, prosseguindo o rumo de traição e cedência aos banqueiros, não dão garantias de lutarem e defenderem os direitos dos trabalhadores bancários. Com uma resposta mole e superficial à proposta da APB, enchendo o peito de ar que se esvazia depois ao ceder no essencial, preparam-se para entregar mais direitos dos bancários e para tornar o trabalho na banca ainda mais barato e indigno.

Caros "sindicalistas" do PCP: mais atos e menos palavras... Acabem com a tentativa de mais divisão dos trabalhadores para satisfação do vosso desígnio... Acabem com a ideia do quanto pior melhor?

Os sindicatos verticais, agora unidos na Febase, continuarão, contra tudo e contra todos, a lutar pela manutenção e melhoria das condições de vida dos trabalhadores bancários e pela manutenção dos postos de trabalho? Os exemplos têm, ultimamentesido muitos...
Os trabalhadores do ex-Finibanco... um exemplo entre muitos ? que o digam.

É por isso, pela firmeza de atuação dos sindicatos verticais, que, apesar das dificuldades que Portugal e a Europa atravessam, os trabalhadores bancários lhes continuam a dar a sua confiança.

Uma pedra que é cortada de uma montanha tem a mesma natureza que a montanha, mas, quando desconectada, ela deixa de ser chamada de "Montanha" e passa a ser chamada de "Pedra". Mas, se colocarmos uma pedra de volta na montanha, aí ela deixa de ser uma simples pedra, e passa a fazer parte da montanha...

Para bem dos bancários e dos trabalhadores portugueses, trabalhemos a pedra bruta que todos somos, e reconstruamos a montanha?

     
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