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Julho: desemprego sobe 25 por cento

No fim de julho de 2012, os centros de emprego do continente e regiões autónomas apresentavam 655.342 desempregados registados, o que corresponde a 81,7% de um total de 801.674 pedidos de emprego, segundo dados divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional relativos a julho passado.

Comparando com o mês homólogo de 2011, o desemprego subiu 25% (+131.224). Também se registou um aumento, mas mais moderado,
em relação a junho deste ano (+1,5%; +9.387). O crescimento homólogo do desemprego afetou mais os homens (+31,4%) do que as mulheres (+19,5%).
Por grupo etário, foi no segmento jovem que o desemprego anual sofreu um maior agravamento (+36,6%, contra um acréscimo de 23,6% nos adultos).

Os desempregados inscritos há menos de um ano aumentaram 35,4%, em termos anuais, enquanto os de longa duração assinalaram uma subida equivalente a 11,2%.

O desemprego homólogo cresceu, de forma mais significativa, na categoria do primeiro emprego (+30,5%), situando-se nos 24,6% a subida percentual que teve lugar nas situações de procura de novo emprego.

Em todos os níveis de escolaridade, assistiu-se a um incremento do volume de desempregados, comparativamente a igual período do ano passado. Os diplomados do ensino superior destacam-se com um acréscimo de 49,5%, seguindo-se os do ensino secundário (+36,2%).

Analisando o desemprego segundo a dimensão regional, e tendo como referência o mês de julho de 2011, verifica-se que o aumento foi extensível a todas as regiões do país. A Região Autónoma dos Açores distinguiu-se com um crescimento de 46,3%, seguindo-se o Alentejo (+39,4%) e o Algarve (+33,4%).

Relativamente ao mês anterior, a região do Alentejo foi a que apresentou a maior subida do número de desempregados, em termos percentuais (+4,4%), seguida da Região Autónoma da Madeira (+4,2%). Em oposição, no Algarve e na Região Autónoma dos Açores assistiu-se à diminuição mensal do desemprego, com -5,6% e -2,2%, respetivamente.

A análise, na ótica das profissões dos desempregados, tendo presente os dados apurados para o continente, põe em evidência, uma vez mais, a elevada representatividade do pessoal dos serviços, de proteção e segurança (78.359), dos trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio (70.771), dos empregados de escritório (62.852), dos operários e trabalhadores similares da indústria extrativa e construção civil (59.444) e dos trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústria transformadora (54.813). Estes cinco grupos profissionais representavam, no conjunto, 52,4% do total de desempregados inscritos no final de julho de 2012.

A comparação com o mês homólogo do ano passado mostra que o desemprego registado no continente sofreu um aumento percentual mais significativo no grupo profissional correspondente aos docentes do ensino secundário, superior e profissões similares, com +101,4%.

Apenas os quadros superiores da administração pública - grupo que se apresenta pouco expressivo no total do desemprego registado - sofreram uma redução anual do número de desempregados (-38,0%).
No que respeita à atividade económica de origem do desemprego, observa-se que, de entre os 576.284 desempregados que, no final de julho de 2012, se encontravam inscritos como candidatos a novo emprego nos centros de emprego do continente, 61,6% tinham trabalhado anteriormente em atividades do setor dos serviços, com destaque para as atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio e o comércio por grosso e a retalho; 34,6% vieram do setor da indústria, em especial da construção; e 3,1% eram oriundos do setor agrícola.

Comparativamente a julho de 2011 registou-se um crescimento do desemprego nos três grandes setores de atividade económica, sobressaindo a oscilação percentual ocorrida no terciário (+26,1%).

Desagregando por subsetores, denota-se que os acréscimos percentuais foram mais substanciais na construção (+37,9%), no comércio, manutenção e reparação de veículos automóveis e motociclos (+36,9%), nas atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio (+34,3%), nas atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares (+33,8%), na administração pública, educação, atividades de saúde e apoio social (+30,2%) e nas atividades de informação e comunicação (+30,2%). Por outro lado, com a única variação homóloga decrescente, surge a fabricação de têxteis (-6,8%).

Ao longo do mês em análise, dirigiram-se aos centros de emprego do continente e regiões autónomas 62.167 indivíduos para se inscreverem como desempregados. Em comparação com igual mês do ano transato, verificou-se um crescimento de 13%. Face a junho de 2012, também se assinalou uma subida, que correspondeu a +10,7%.

A nível regional, o fluxo de desempregados que caraterizou em julho foi mais elevado face a julho do ano passado, em todas as regiões do país, com destaque para o Alentejo (+39,3%). A evolução mensal também se pautou por um aumento desta variável em todas as regiões, sobressaindo igualmente o Alentejo, com +37,3%.

Com base nos dados do continente, pode concluir-se que o fim de trabalho não permanente, principal motivo de inscrição, representou 42,8% do desemprego ao longo do mês em análise. A situação de despedido mantém-se na 2ª posição, tendo alcançado 16,8%.

No final de julho do corrente ano, ascendiam a 11.417 as ofertas de emprego por satisfazer nos centros de emprego do continente e regiões autónomas. Deste modo, registou-se uma descida em relação ao mês homólogo de 2011 (-18,8%). Em contrapartida, observou-se um aumento de 4,4% face ao mês anterior.

No que respeita às ofertas recebidas no decurso do mês em apreciação (dados do país), totalizaram 8.606, o que representa uma quebra anual de 10,2%. A evolução mensal, por seu lado, apresentou-se mais satisfatória, na medida em que a variação foi crescente (+2,6%).

As atividades económicas com maior volume de ofertas de emprego disponibilizadas ao longo de julho deste ano (informação relativa ao continente) foram as seguintes: atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio, alojamento, restauração e similares, comércio por grosso e a retalho", administração pública, educação, atividades de saúde e apoio social e construção. No conjunto, estas atividades foram responsáveis por cerca de 62,9% do total de ofertas recebidas durante o mês de julho do corrente ano.

Por último, as colocações realizadas ao longo de julho deste ano, através dos centros de emprego do continente e regiões autónomas, alcançaram 5.422, traduzindo-se num acréscimo de 0,4% em relação ao mês homólogo de 2011. A variação mensal, pelo contrário, caraterizou-se por uma diminuição desta variável, ou seja, houve uma redução de 2,4% colocações.

Analisando do ponto de vista da profissão, as 5.236 colocações efetuadas no continente, verifica-se que se concentram mais em torno do pessoal dos serviços, de proteção e segurança, trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústria transformadora, trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio, outros operários, artífices e trabalhadores similares e manequins, vendedores e demonstradores. No conjunto, representam mais de metade do total de colocações do continente (59,5%).

     
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