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Uma agenda industrial para favorecer novas indústrias criadoras do futuro

Respondendo à consulta da UE sobre o futuro da política industrial, os sindicatos europeus apelaram por reestruturações e por uma agenda que favoreça novas indústrias, produtos e serviços duradouros, a fim de garantir os empregos do futuro.

Um dos elementos chave de qualquer política industrial é dispor de uma mão de obra qualificada e bem formada para produzir bens e serviços de qualidade. Ora, a estratégia da UE para o emprego está baseada em reformas e empregos do mercado de trabalho que conduzem à flexibilidade e a uma precariedade acrescida, afetando diretamente o objetivo de implantação das competências e de reciclagem da mão de obra.

Ao contrário, os sindicatos europeus pretendem definir as orientações da indústria, tendo em conta a eficácia energética e a utilização racional dos recursos, bem como a forma de financiar a agenda de política industrial.

Políticas macroeconómicas duradouras e progressistas constituem a base dos serviços públicos e das empresas que operam na Europa. Os sindicatos enfatizam que a austeridade não funcionou e não funcionará: tal política foi contra o fim procurado e não resultou. A opinião, segundo a qual um rápido saneamento orçamental reestabeleceria a confiança e reduziria as taxas de juro, revelou-se mais uma vez um mito. Em vez de uma concorrência pelo emprego entre os Estados membros, a UE tem de investir para sair da crise: investimentos estruturais, mais do que reformas estruturais.

Os trabalhadores na Europa querem ver emergir uma verdadeira política industrial. É necessário ir para além da retórica e passar a ação para favorecer a inovação, garantir o acesso ao financiamento e ao crédito e desenvolver a dimensão social, ao mesmo tempo que se combate a penúria de competências e que se promove o emprego e a qualidade.

     
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