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Sindicatos contra privatização da rádio e televisão

Os sindicatos da UGT manifestaram-se totalmente contra a concessão ou a privatização do serviço público de rádio e de televisão portugueses, enfatizando que este modelo e os próprios moldes do anúncio revelam da parte do Governo uma inquietante falta de coerência, improvisando medidas que muitas vezes tropeçam na própria realidade das empresas.

Face a tal intenção, que relembram não constarem das exigências da troica ou da União Europeia, manifestam total discordância por três razões fundamentais:
1. A não existência de um canal público de rádio e de televisão contraria o que acontece nos outros países europeus.
2. É uma violação do programa do Governo, no qual é apenas referida a privatização de um dos canais públicos, e nunca a concessão de um dos canais e o encerramento de outro.
3. O serviço público de televisão deve ser assegurado por uma gestão pública, nos termos constitucionais.

Os sindicatos da UGT consideram aberrante a opção pela concessão a um operador comercial, estrangeiro ou nacional, ao qual é garantida uma renda ou lucro através do recebimento da taxa de audiovisual, paga por todos os portugueses, o que ofende os princípios de uma concorrência leal entre os diferentes operadores de televisão e põe em causa o serviço público.

Repudia as declarações do porta-voz do Governo, segundo as quais os privados gerem melhor que os públicos, afirmações que não são só inaceitáveis no geral, como no caso concreto da RTP, que apresenta resultados operacionais positivos.

Por último, defendem a não privatização de qualquer canal de televisão, devendo antes optar-se por uma reestruturação do serviço de rádio e de televisão que assegure a melhoria continuada da qualidade do audiovisual e a plena utilização dos recursos humanos, cuja qualidade importa realçar e aos quais têm vindo a ser exigidos grandes sacrifícios.

     
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