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“Põe-te a andar, pela tua saúde …”

Caminhada pela Aboboreira

Destinada aos sócios e familiares, o SBN vai promover no próximo dia 22 do corrente mê de setembro, mais uma caminhada - a 18ª -, desta vez pelo concelho de Baião, à descoberta da Serra da Aboboreira, num percurso de aproximadamente 8 quilómetros, com um grau médio de dificuldade, em que o ambiente, a paisagem e a cultura prevalecem.

Para esta caminhada, cuja inscrição deverá ser efetuada nos serviços do sindicato, onde poderão ser obtidas mais informações, até ao dia 14, deverão os interessados munir-se de calçado cómodo e já habituado ao pé (de preferência, botas de marcha) meias macias e sem costuras, mochila pequena com alimentos (sandes, fruta, água...), chapéu ou boné, impermeável e muda de roupa (conforme o tempo).
A duração da caminhada será de aproximadamente 2h30.

À descoberta da Serra da Aboboreira
Acarinhada e venerada pelo homem ao longo da história, a Serra da Aboboreira apresenta um conjunto fabuloso de monumentos da Pré-História, com cerca de 4000 anos.

A partir do Centro Hípico de Baião, propomos-lhe o percurso tem início subindo a Serra da Aboboreira, onde se desfruta da beleza da paisagem natural do planalto da serra, descobrindo os monumentos pré-históricos, dos quais de destacam os dólmenes de Meninas do Castro 3 e de Chã de Parada 1 (monumento nacional desde 1910).

Construído durante a primeira metade do III milénio a. C., este monumento funerário pré-histórico faz parte de um conjunto de quatro outros exemplares pertencentes à denominada necrópole megalítica da Serra da Aboboreira, que constitui um maciço granítico de relevos moderadamente pronunciados, adstrito ao sistema montanhoso Marão/Alvão. A serra detém uma imensa riqueza e diversidade natural, com vales de vertentes abruptas, onde correm diversos cursos de água afluentes dos rios Tâmega e Douro (o Ovelha, a noroeste; o Ovil, a sul e sudeste; o Fornelo a nordeste e o Douro a sudoeste).

A Aboboreira apresenta um mosaico gradativo e diversificado de ambientes naturais com áreas cultivadas de modo ancestral e moderadamente intervencionadas pelo homem, que alternam com vastas zonas selvagens de habitat natural ou seminatural. Com efeito resultado da milenar ação humana ? o povoamento da serra da Aboboreira remonta ao período de 5000 a 4500 a.C., altura em que terão surgido os primitivos povoados em plataformas próximas de linhas de água bem como as primeiras estruturas funerárias (antas ou dólmenes), que entre o início do IV milénio a.C. e os meados do II milénio a.C., deu origem a uma vasta necrópole megalítica, das maiores que atualmente se conhecem em Portugal.

É também de assinalar a diversidade e diferenciação na cobertura vegetal, onde subsistem relíquias botânicas deste espaço montanhoso, em que se destacam algumas espécies florais, pela raridade ou carácter endémico - o mais comum é a urze -, matos secos, manchas remanescentes de carvalhais galaico-portugueses, bosques climatófilos de carvalho-alvarinho, alguns sobreiros e carvalho negral.

Existem ainda inúmeras espécies de plantas arbustivas e herbáceas da flora nemoral, como o azevinho, a aveleira, o catapereiro, a gilbardeira e a saxífraga.

A serra da Aboboreira alberga igualmente um importante e rico património faunístico, sendo de destacar várias espécies de borboletas, escaravelhos e cerca de 70 espécies de vertebrados terrestres, dos quais podemos destacar a salamandra-lusitânica, o ?tritão-deventre- laranja?, a ?rã-ibérica?, o ?lagarto de água?, a ?toupeira de água? e o ?lobo-ibérico?.
Este último, pese embora legalmente protegido, encontra-se hoje fortemente ameaçado e em vias de extinção.
Nas aves realça-se a existência, entre tantas outras, da ?águia-cobreira?, do ?noitibó-europeu? e do ?trataranhão-caçador?.
Estes são, para além das paisagens deslumbrantes, prazeres com encontro marcado ao longo do percurso...

     
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