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País não aguenta mais medidas de austeridade
Os sindicatos da UGT criticam a criação de um novo imposto sobre o subsídio de Natal dos trabalhadores dos setores público e privado.
João Proença, secretário-geral daquela central, garante que é preciso estimular o crescimento económico e diz que o país não aguenta mais medidas de austeridade.

Construção perde 90 empregos por hora
Segundo estimativa da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas, o desemprego no setor atingiu já um máximo histórico em 2012, perdendo atualmente 90 postos de trabalho por hora.
Ainda segundo aquela federação, na análise de conjuntura relativa ao mês de agosto, a variação negativa da carteira de encomendas, as perspetivas de evolução de emprego e a confiança dos empresários do setor voltaram a agravar-se e as falências sucedem-se.
Por outro lado, nos primeiros seis meses de 2012 a produção da construção foi negativa em todos os segmentos de atividade devido à forte quebra da procura. Foram licenciados apenas 5.375 novos fogos ao longo dos primeiros cinco meses do ano (-31,4 por cento face ao mesmo período de 2011).

"Só a austeridade não é solução para Portugal"
O vice-presidente da Comissão Europeia e comissário Europeu para a Indústria, António Tajani, considerou, em entrevista à Lusa, que Portugal e os outros países da UE precisam de aliar a austeridade ao crescimento para saírem da crise.
"Não podem ser só sacrifícios. Sacrifícios, claro, são importantes para trabalhar contra o endividamento público, mas é necessário apoiar o segundo pilar, que são as políticas fortes a favor da economia real, do mercado interno, das pequenas e médias empresas", disse Tajani, numa conferência que teve como objetivo reforçar o debate sobre novas estratégias de crescimento na Europa.

Passos Coelho reconhece
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, reconheceu que "nem tudo aconteceu exatamente como esperado" e alertou para os "desafios orçamentais que o país vai ter de saber superar".
Um desvio nas receitas fiscais levou já o Governo a admitir que não será possível cumprir a meta orçamental prevista para este ano (4,5% do PIB). "Nem tudo aconteceu exatamente como esperado", diz Passos Coelho, que referiu ainda que "há comportamentos, sobretudo do lado do desemprego, que são conhecidos que têm reflexos orçamentais quer do lado das receitas fiscais em particular, quer do lado dos subsídios de desemprego".

Mais cortes nos benefícios fiscais!
Segundo o Correio da Manhã, que cita fontes da Autoridade Tributária (AT), o fisco quer apertar ainda mais a classe média no próximo ano.
Ainda segundo a mesma fonte, o Ministério das Finanças seguindo as orientações da troika, que insiste em cortes no lado da despesa para equilibrar as contas públicas do País, deu instruções ao Fisco para estudar um corte de 154 milhões de euros nos benefícios fiscais, no âmbito do Orçamento do Estado para 2013. Em causa estão reduções nas deduções fiscais com filhos a cargo ou ascendentes e deficientes...

Conselho Económico e Social
O Conselho Económico e Social (CES) alertou já o governo para os efeitos negativos de mais medidas de austeridade. Num documento, cujo relator é o economista João Ferreira do Amaral, pode ler-se: "O CES alerta, mais uma vez, para a possibilidade de políticas de ajustamento orçamental demasiado ambiciosas terem efeitos contraproducentes sobre o peso do défice e da dívida pública na economia nacional".

Zona euro contrai-se pelo 7º mês consecutivo
O índice compósito que analisa a atividade económica dos agentes privados, a nível da produção, novas encomendas, entregas, inventários e emprego, ficou pelo 7º mês consecutivo, abaixo dos 50 pontos, que marcam o limite entre a contração e o crescimento.
Segundo a empresa consultora, as novas encomendas caíram pelo 13º mês consecutivo, ainda que a um ritmo menor que o registado em julho. Também as novas encomendas para exportações registaram a contração mais acelerada desde novembro de 2011, o que demonstra a debilidade do mercado da zona euro.
Além disso, a desaceleração económica levou a uma descida do nível de emprego pelo oitavo mês consecutivo, com o encerramento de fábricas tanto no setor da indústria como no dos serviços.

Mais de 44% dos jovens portugueses estão desempregados
A situação dos jovens portugueses é bem pior do que mostram os números oficiais, já que quase metade, entre os 15 e os 24 anos, estão desempregados.
Considerando os jovens à procura de trabalho, mais os que desistiram de o procurar, bem como aqueles que estão numa situação situação de subemprego, a taxa real de desemprego nos jovens é 44,7%.

Salários mais baixos no norte do país
Os salários dos portugueses estão a ser pressionados pelo aumento do desemprego, que os empurra para trabalhos mais mal remunerados.
Segundo um estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE), o número de portugueses com salários inferiores a 310 euros aumentou 9,4% face a 2011, sendo o norte a registar o valor mais elevado entre todas as regiões de trabalhadores com salários abaixo de 310 euros – já conta com 57 mil – representando 37% do total nacional. A segunda região com maior incidência de salários baixos é Lisboa, com cerca de 39 mil trabalhadores. Para além disso, o norte é a região do país com maior número de desempregados (299,6 mil).

Horários de trabalho superiores a 41 horas semanais
Segundo dados compilados pelo INE no inquérito ao emprego, e apesar da maior quebra de sempre do emprego, está a crescer o número dos que trabalham mais de 41 horas semanais, atingindo já cerca de 1,1 milhões de trabalhadores – um quarto do total das pessoas empregadas.
Pela análise destes números, pode concluirse que está, cada vez mais, a aceitar-se a ilegalidade e a reduzir-se fortemente o número dos que declaram ter uma semana de trabalho entre 36 e 40 horas, dentro do limite legal das 40.
A forte redução do emprego parece ter repercussões na duração do trabalho semanal.
Quando o mercado se fragiliza, os limites de horário deixam de ser a prioridade!...

Dois empregos!...
Apesar da taxa de desemprego ter atingido, no segundo trimestre, 15% da população ativa – 826,9 mil desempregados, um novo recorde –, 219 mil pessoas tinham, em junho, dois empregos e, com isso, dois rendimentos. Os números fazem parte das estatísticas de emprego, divulgadas pelo Instituto INE.
O número de empregos existentes na economia encolheu, tendo, num ano, desaparecido 204,8 mil postos de trabalho.

BCE preparado para preservar o euro
O presidente do BCE disse estar preparado para fazer "tudo o que for necessário" para garantir a sobrevivência da moeda única.
Draghi disse em Londres, numa conferência de investidores, que "durante o nosso mandato, o BCE está preparado para fazer o que for necessário para preservar o euro e acreditem que tal será suficiente".
Pressionado por inúmeros países para fazer mais a fim de abrandar a crise da dívida na zona euro, o presidente do BCE sublinhou os progressos "extraordinários" conseguidos nos últimos seis meses pelos europeus, assegurando que o ritmo das reformas está bem definido. A zona euro tem meios para conseguir contrariar a especulação dos mercados" sublinhou Draghi.

Influência do peixe no coração das mulheres
Segundo um estudo publicado pela revista da Associação Norte-Americana do Coração, as mulheres que consomem peixe regularmente têm menos de 50% de problemas cardiovasculares do que as que consomem pouco ou raramente.
Trata-se da primeira investigação que abrange mulheres entre os 15 e os 39 anos e maior parte das inquiridas que consumiam peixe regularmente disse que comia salmão, bacalhau fresco, arenque e cavala, ricos em ómega 3, um ácido gordo polinsaturado ao qual são atribuídas propriedades benéficas para o coração.

Banco público de células estaminais pode parar recolhas
De acordo com a diretora, Helena Alves, o banco público de células estaminais do cordão umbilical, "Lusocord", atendendo à instável situação financeira e falta de pessoal, pode ter de parar as colheitas. Com a nova lei orgânica do Ministério da Saúde, o Centro de Histocompatibilidade do Norte, onde funciona o "Lusocord", vai passar para o Instituto do Sangue e da Transplantação, sendo até agora desconhecido o destino a dar ao banco.

"Resultados medíocres" do sistema de saúde português
Portugal é o 25.º num ranking de 34 sistemas europeus de saúde. Pior do que Portugal, só os países de Leste. A crise já se traduz em "resultados medíocres" e tempos de espera demasiado longos.
Desde 2009, Portugal estagnou e desceu quatro posições, enquanto outros países, apesar da crise económica e financeira, conseguiram melhorar o desempenho.

     
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