Os associados constituem o mais importante património do SBN
Entrevista com o Pelouro de Dinamização Sindical, da Sindicalização e dos Órgãos Consultivos
“Os associados constituem o mais importante património do SBN” – sublinharam à revista FEBASE José António Gonçalves (Coordenador) e António Coimbra, do Pelouro de Dinamização Sindical e Sindicalização e dos Órgãos Consultivos do SBN, em entrevista que passamos a publicar.
P. Como poderão caraterizar-se o desígnio e a missão do vosso pelouro? R. Em primeiro lugar, pela prestação de todo o apoio aos associados do SBN, através da prática de um sindicalismo de proximidade. Digamos que esta é a razão primeira da nossa existência. Por isso temos vindo a visitar os balcões da área geográfica de influência do sindicato, ou seja, desde a Mealhada até Bragança, seja através da Direção seja através das comissões sindicais de delegação e de empresa, para apoiar e auscultar os anseios de todos os sócios. Convém realçar que temos uma estrutura (composta por treze comissões sindicais de empresa e doze de delegação) atuante, dinâmica, eficiente e muito próxima dos sócios, que faz a ponte com a Direção.
P. Qual o ponto de situação que fazem quanto ao cumprimento do ACTV? R. Essa situação, do cumprimento do ACTV, é algo que nos preocupa muito, designadamente no que respeita às condições de trabalho, ao clima social e ao horário de trabalho. Imagine que só neste primeiro ano de mandato já pedimos mais de uma centena de intervenções à Autoridade para as Condições de Trabalho, que – diga-se em abono da verdade –, tem correspondido de forma pronta e atuado cirurgicamente, o que tem permitido uma maior eficácia das ações desenvolvidas.
P. No que diz respeito à fixação de associados, tudo passa apenas pelo pelouro? R. Não, nem tudo, porque o SBN, à semelhança dos outros dois sindicatos verticais – o SBC e o SBSI – têm outras atividades, nomeadamente nas áreas da cultura, do desporto, do lazer e da formação, que nos permitem também alavancar esse objetivo.
P. Qual a análise que fazem sobre a situação com que os bancários estão atualmente confrontados? R. Claramente que a temos de a enquadrar no período de incerteza, de preocupação e de grandes pressões, resultantes do incumprimento do ACTV com o alegado intuito de cumprimento de objetivos internos dos bancos. Pelo que nos é dado a perceber no terreno, nas inúmeras visitas aos locais de trabalho que efectuamos, existe um clima de apreensão, de instabilidade e de incerteza dos bancários quanto ao futuro do setor. E isto é de tal forma escandaloso e revoltante que temos conhecimento de que muitas instituições estão a admitir apressadamente estagiários, através dos programas do IEFP – ou seja, mão--de-obra barata e pau para toda a colher – o que lhes permite incentivar as rescisões e as reformas antecipadas (neste caso, registe-se que o número até nem tem sido significativo).
P. E o que pensam para o pelouro relativamente ao futuro próximo? R. Neste caso, tendo em atenção o que está determinado em sede do Código do Trabalho, o SBN está a remodelar a atual rede de delegados sindicais, com o contributo da estrutura. Por outro lado, já solicitámos às delegações sindicais de delegação e de empresa para que com esta rede se aproximarem ainda mais dos associados, através de uma presença também ainda mais assertiva nos balcões e nos serviços centrais, até porque os delegados sindicais são o primeiro ponto de contacto, nos dois sentidos da comunicação, entre o sindicato e os associados, sobretudo relativamente ao conhecimento in loco dos diversos problemas que afetam a classe. Por outro lado, pretendemos manter o ritmo de uma visita semestral às áreas sindicais e às instituições bancárias nelas existentes e da área da sede.
P. No que diz respeito aos reformados, quais os vossos propósitos? R. Já que nos fala nesse tema, podemos dizer-lhe que pretendemos implementar, à semelhança do que foi feito num passado recente, um plano de contacto e de convívio com os nossos associados reformados, que passará por reuniões nas doze áreas sindicais e no Grande Porto. Estes convívios destinar-se-ão à análise e discussão dos problemas que os afetam, e neles estarão presentes a Comissão Sindical de Reformados e elementos da Direção. Apoiamos, também, anualmente, a comemoração do Dia do Bancário Reformado, do Dia Sénior e de muitas outras iniciativas que promovam o convívio e o bem-estar dos sócios reformados.
P. Quanto à Comissão de Juventude? R. Quanto a ela, manterá o seu convívio anual, quando a Direção assim o entender.
P. E relativamente à Comissão de Quadros e Técnicos? R. Este é um órgão de articulação mais difícil, como facilmente se compreende dadas as funções específicas de quem a integra e para quem as iniciativas são dirigidas. Neste momento, estamos a pensar numa forma de mobilizar mais este grupo específico de associados, apesar das dificuldades laborais que lhes são inerentes.
P. No que diz respeito ao Grupo de Ação de Mulheres… R. Bem, o GRAM esteve algo adormecido durante algum tempo, mas tem vindo a ser bastante reativado, através de uma série de iniciativas que tiveram início em abril e que suscitaram uma resposta muito significativa por parte das associadas. Agora é nosso propósito continuar e aprofundar ainda mais este trabalho, designadamente nas perspetivas cultural, desportiva e de formação, até porque para tal temos continuado a receber inúmeras solicitações. De resto, aproveitamos o ensejo que nos é propiciado por esta entrevista para solicitarmos a todas as colegas, estejam no ativo ou reformadas, que nos façam chegar as propostas que entendam por bem, no sentido de nos transmitirem quais as actividades que mais gostariam de ver realizadas no âmbito deste Grupo. Cá estaremos para as analisar e para, na medida do possível, as pôr em prática.
P. O pelouro está a trabalhar na questão da angariação de novos associados? R. Essa é uma questão oportuna. Aproveitamos para anunciar que a Direção se encontra a analisar a melhor forma de pôr em marcha, a médio prazo, uma campanha de angariação de novos sócios e de fixação dos atuais, o que passa pela sensibilização dos novos elementos recrutados pelas instituições – apesar de serem em número Integram também este Pelouro todos os restantes membros dos corpos gerentes. Compete em especial ao pelouro: a) Acompanhar, intervir e coordenar as comissões sindicais de empresa, de delegação de reformados e de Higiene e Segurança no Trabalho, e articular ações conjuntas com as comissões de trabalhadores dos bancos. b) Incrementar a sindicalização e fomentar iniciativas que levem a suster pedidos de demissões de associados. c) Promover e coordenar calendário de visitas a balcões, quer na área da sede quer na área das delegações. diminuto –, pela divulgação intensiva da excelência do nosso SAMS e pelo cabal esclarecimento de bancários que não estejam inscritos no SBN, por desconhecimento das reais vantagens comparativas que temos para lhes oferecer.
P. Com tantas tarefas pela frente, a estrutura sindical certamente que vai ser chamada a um trabalho ainda mais aturado… R. Sem dúvida que sim. Aliás, pretende-se que tenhamos uma estrutura sindical ainda mais eficiente e ainda mais dinâmica, com resposta sempre pronta para todas as solicitações para que seja chamada. Para tal, vamos efetuar um curso de formação da área sindical, que inclui uma parte de contratação coletiva e outro módulo referente ao SAMS, para que todos os membros da estrutura estejam devidamente habilitados a corresponder aos anseios e às necessidades dos associados e a responder às questões que estes lhes coloquem.
P. Fica um espaço para dirigirem uma mensagem aos associados… R. Os associados do SBN sabem que podem contar com o seu sindicato nestes momentos de adversidade, de incerteza e de instabilidade no setor. Têm todo o nosso apoio efetivo e incondicional. E é bom não esquecer que o SBN será sempre aquilo que os seus associados quiserem.
Integram também este Pelouro todos os restantes membros dos corpos gerentes.
Compete em especial ao pelouro:
a) Acompanhar, intervir e coordenar as comissões sindicais de empresa, de delegação de reformados e de Higiene e Segurança no Trabalho, e articular ações conjuntas com as comissões de trabalhadores dos bancos.
b) Incrementar a sindicalização e fomentar iniciativas que levem a suster pedidos de demissões de associados.
c) Promover e coordenar calendário de visitas a balcões, quer na área da sede quer na área das delegações.
d) Realizar reuniões com as estruturas sindicais para esclarecimentos sobre os processos negociais em curso e outras matérias de índole sindical.
e) Tem a seu cargo treze comissões sindicais de empresa, que envolvem cinquenta pessoas: Banif, Barclays Bank, PLC, BBIC, BBPI, BBVA, BdP, BES, BPP, BST, CEMG, CGD, MBCP e Montepio Crédito – IFC.
f) Tem a seu cargo as comissões sindicais de delegação, que envolvem 48 pessoas: Aveiro, Braga, Bragança, Chaves, Guimarães, Mirandela, Penafiel, Peso da Régua, S. João da Madeira, Valença, Viana do Castelo e Vila Real.
g) Tem a seu cargo a Comissão Sindical de Reformados, constituída por sete elementos.
h) Cerca de trezentos delegados sindicais eleitos nas várias instituições bancárias.
i) Coordenar a atividade dos órgãos consultivos (GRAM - Grupo de Ação de Mulheres, Comissão de Quadros e Técnicos, e Comissão da Juventude, constituídas por cinco elementos cada).
|