Revisão do ACT: esforço de aproximação
A Febase e o grupo negociador das IC fizeram no passado dia 15 de julho um esforço de aproximação de posições, de forma a evitar a rutura de negociações. Naquela sessão negocial, registou-se um desanuviamento entre as partes, depois de na reunião anterior, e face à intransigência do grupo negociador das instituições de crédito (GNIC), a rutura do processo ter estado iminente. A reunião iniciou-se com um balanço da evolução do processo até ao momento. Fruto de duras negociações, a Febase conseguiu já assegurar matérias importantes para os trabalhadores, levando as IC a alterar a posição, de forma a ir ao encontro das exigências sindicais. Isso mesmo reconheceu o GNIC, que salientou algumas das matérias em que aceitou as pretensões da Febase, nomeadamente a continuação de todos os subsídios sociais (infantil, de estudo, trabalhador-estudante e almoço, nos termos do atual ACT), a manutenção da pensão mínima de sobrevivência nos termos em vigor (as IC queriam aplicar a norma dos IAS), a atualização das pensões de reforma pela mesma percentagem dos salários e na mesma data (a proposta era eliminar a igualdade), a manutenção das diuturnidades (pretendiam suprimi-las) e a continuação do descanso semanal ao domingo e o compensatório ao sábado. Também os temas em que houve já uma aproximação de posições com vista a um entendimento foram referidos pelo GNIC, considerando que as instituições de crédito estão já muito além dos seus objetivos iniciais, num esforço para se chegar a um entendimento. A Febase reformulou algumas das suas propostas, correspondendo a essa tentativa de se atingir um acordo que satisfaça ambas as partes. Entre as matérias em que se verificou uma abertura das partes contam-se, por exemplo, a isenção de horário e a mobilidade, ainda em fase final de apreciação. No entanto, mantêm-se ainda divergências em certas questões, como é o caso das promoções por mérito e antiguidade, prémio de antiguidade e reembolso de despesas. Os representantes das IC justificaram as posições mais conservadoras pela necessidade de se alcançar um ACT que respeite a austeridade e o rigor indispensáveis na conjuntura tumultuosa que o setor atravessa, para que seja possível a sobrevivência das instituições e a salvaguarda do emprego. A próxima reunião ficou agendada para 2 de setembro, respeitando a habitual interrupção para férias. Mas as partes comprometeram- se a continuar a trabalhar durante este período, trocando entre si propostas e contrapropostas.
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