Combater a violência de género – de que as mulheres são as principais vítimas – passa por reconhecer a necessidade de uma mudança de mentalidades na sociedade portuguesa, onde, apesar de muito se ter evoluído nesta matéria, há ainda um longo caminho a percorrer, passando, nomeadamente, por acelerar os processos judiciais, tornar mais eficazes as medidas de coação aplicadas aos agressores e proteger a vítima de forma atempada.
É também importante maior informação sobre estas questões, para evitar uma dupla vitimização e para que quem sofreu a violência possa mais facilmente pedir apoio, reconstruir a vida e, antes ou depois disso, prevenir situações de risco ou a sua repetição.
A definição de violência de género não deve, no entanto, limitar-se à violência doméstica – antes deve ser reconhecida como questão estrutural na definição das políticas e dos conceitos.
De salientar que, em média, têm sido assassinadas cerca de quarenta mulheres por ano, em contexto de violência conjugal.