Em pouco mais de um mês, há uma nova reviravolta na reforma do IRS, havendo a registar várias mudanças em relação ao projeto inicial, apresentado pelo Governo em outubro.
As propostas de alteração assentam nas deduções à coleta, que se aproximam do modelo atualmente em vigor, e distanciam-se da reforma apresentada em outubro e das recomendações feitas pelo grupo de dez peritos fiscais, que apontavam para deduções fixas iguais para todos. Com estas alterações, as despesas de educação e de saúde, os encargos com imóveis (rendas e juros do crédito à habitação) e as despesas com lares contam para as deduções no IRS de forma autónoma, sendo estabelecido um teto global que varia em função do nível de rendimento.
Para além da educação, também as despesas de saúde são consideradas de forma autónoma. No entanto, ao contrário do projeto inicial, haverá um teto global às deduções, que diminui à medida que o rendimento aumenta.