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Bancários manifestam justificada indignação e revolta por perdão de dívida ao Sporting

Veio hoje a público que o Millennium BCP e o Novo Banco terão perdoado 94,5 milhões de euros ao Sporting “através dos valores imobiliários obrigatoriamente convertíveis”, isto é, “obrigações que dão ao seu titular a possibilidade de as converter em ações do emitente (Sporting)”.

Se esta notícia corresponder à verdade, está-se perante uma situação causadora de justificada indignação e que exige esclarecimentos imediatos por parte dos referidos Bancos.

A confirmarem-se tais factos, é natural o aprofundamento da deceção e revolta dos trabalhadores face à perda sucessiva de condições de trabalho, à recusa de aumentos de retribuições e à apresentação de propostas de atualizações salariais ridículas, por parte de tais Bancos.

A título de exemplo, como é sabido, o BCP, ao abrigo do designado “Memorandum de Entendimento”, congelou e diminuiu rendimentos dos seus trabalhadores, situação que ainda não foi totalmente reposta e reparada, com a agravante da recusa de aumentos salariais. O Novo Banco, por sua vez, recorreu a um despedimento coletivo (cuja impugnação ainda corre nos tribunais), promoveu extinções de muitas centenas de contratos de trabalho eufemisticamente apelidadas de “mútuo acordo” e continua a ameaçar destruir postos de trabalho em massa e fecho de balcões, acrescendo ainda uma tentativa generalizada de ameaça de redução das condições dos seus trabalhadores em regime de isenção de horário de trabalho.

Atos de gestão danosa como o noticiado perdão têm de merecer veemente condenação por parte dos trabalhadores bancários, sublinhando-se que tornam ainda mais imorais e ilegítimos o agravamento das referidas condições de trabalho e a recusa de aumentos salariais dignos.

O Secretariado da Febase

ComunicadoFebase

04/05/2018




     
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