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XXXV Torneio Nacional Interbancário de Futsal

Vitória indiscutível do GD Santander Totta

Foi indiscutível, a todos os títulos, a vitória da equipa do Grupo Desportivo Santander Totta na final nacional do 35.º campeonato nacional interbancário de futsal, que teve lugar na Batalha, na manhã de 12 de Junho. E a justiça do triunfo foi reconhecida por todas as outras equipas que participaram na "final four", o que constitui a melhor homenagem aos vencedores


Finimáximos (Montepio Geral)

A vila da Batalha, que continua a conhecer grande desenvolvimento e modernidade, foi escolhida para a realização da "final four" da competição. Uma escolha acertada porque os participantes puderam ficar a conhecer o notável esforço da autarquia para o desenvolvimento do desporto, com a construção de modernas instalações para a prática de várias modalidades.
A "final four" começou na noite do dia 10, com a realização do sorteio das meias-finais, que determinou os duelos da manhã seguinte, numa jornada que abriu com o jogo entre o Millennium BCP, de Coimbra, e o Team Foot ActivoBank, de Lisboa, e fechou com o confronto entre o GD Santander Totta, de Lisboa, e os Finimáximos, do Porto.


Miguel Lourenço fez a diferença

O primeiro jogo não poderia ter começado pior para a equipa de Coimbra que, ainda antes do minuto 4, foi penalizada com a expulsão do seu guardião titular, por defender a bola com as mãos mas fora da sua área de actuação. E daí nasceu o primeiro golo para os lisboetas. Mas foi notória a imediata reacção dos homens de Coimbra que, três minutos depois, chegaram à igualdade, por Miguel Lourenço. Contudo, pouco antes do intervalo os lisboetas voltaram a adiantar-se no marcador, com um golo de João Rebocho.
Mas Miguel Lourenço estava em dia "sim", empurrando os seus companheiros para a reviravolta no marcador. E não só fazia jogar como também marcava, tendo marcado mais duas vezes nos primeiros onze minutos do segundo tempo. Já em vantagem, a equipa de Coimbra ainda mais carregou no acelerador e viria a obter uma vitória robusta, por 6-2, num jogo em que até Rodolfo Loureiro, o guardião suplente que foi chamado à efectividade, fez o gosto ao pé.


Quebra física dos portuenses

O segundo jogo foi mais técnico e equilibrado, entre duas equipas com aspirações. Depois do estudo mútuo sobre as potencialidades do rival, o primeiro golo só surgiu aos sete minutos, com um potente tiro de meio campo, a cargo de Luís Xavier, colocando os lisboetas em vantagem, que viria a ser reforçada sete minutos depois, por Rui Esteves e na recarga a um potente remate de meio campo.
O segundo tempo ainda mais reforçou a vantagem dos homens do Santander Totta, que fizeram mais dois golos, de novo por Luís Xavier e Rui Esteves, e mantiveram inviolada a baliza de Vítor Camacho, apesar dos esforços dos portuenses, que cedo quebraram fisicamente, devido ao forte ritmo imposto pelo adversário.


"Consolação" para lisboetas

A segunda jornada começou com o chamado "jogo de consolação", para atribuição dos 3.º e 4.º lugares, entre as duas equipas derrotadas na véspera.
Foi sempre um jogo muito equilibrado e jogado num ritmo algo lento, com as equipas a acusarem o esforço do dia anterior. Só aos 11 minutos aconteceu o primeiro lance para golo, com Bruno Pinto, dos Finimáximos, a internar-se bem pela esquerda mas com o guardião contrário, Tiago Ricardo, a antecipar-se e a gorar a oportunidade, que acabou por se consumar dois minutos volvidos, com André Barbosa a aproveitar um ressalto e a colocar a equipa do Porto em vantagem.
Também o guardião nortenho teve oportunidade de brilhar, ao minuto 17, quando fez defesa apertada a um remate, por alto, de Rogério Gomes. Mas dois minutos depois, e então com um remate rasteiro, o mesmo Rogério Gomes faria o empate, com que se chegou ao intervalo, embora tivesse sido o seu companheiro Rui Morgado, quem mais tinha procurado a baliza contrária.
O jogo no segundo tempo foi mais aberto e dinâmico e, logo ao minuto 22, Sérgio Pinto poderia ter colocado os nortenhos em vantagem mas falhou o remate à boca da baliza.
O golo da vitória dos lisboetas viria a surgir quatro minutos depois, com João Rebocho a servir Rui Morgado que, com remate colocado, bateu Telmo Sousa. E até poderiam ter ampliado a vantagem ao minuto 33, quando Rui Morgado - sempre ele - cobrou um livre com remate forte e bem colocado, que Telmo Sousa só defendeu à segunda.
Os últimos minutos decorreram com os nortenhos a tentarem chegar à igualdade e com os homens do BCP a recuarem no terreno, em defesa da magra vantagem obtida e com que chegaram ao apito final da dupla de arbitragem, formada por Manuel Vieira e José Padinha.
Depois, e a anteceder a final, jogou-se um encontro amigável, entre elementos da comissão organizadora do Sul e Ilhas e do Norte e do Centro, com o misto nortenho a vencer por 3-1, mas com alguns "craques", entre eles Alfredo Correia e José Miguéns, a terem bons pormenores e a demonstrarem que "quem sabe nunca esquece", também no futsal.


Vitória justa e por todos reconhecida

Só depois teve lugar a esperada final, entre as equipas do GD Santander Totta e do Millennium BCP, as vencedoras das meias-finais.

 

Assim alinharam inicialmente as duas equipas, sob a arbitragem de Cristiano Santos e Maranhas Abreu:

GD Santander Totta - Vítor Camacho (cap.); Luís Xavier, Pedro Palha, Alexandre Caldeira e Rui Esteves;
Millennium BCP - Rodolfo Loureiro; Celso Sá, Miguel Lourenço (cap.), Rui Gonçalves e Filipe Figueiredo.

Alinharam ainda Nuno Coelho e André Cardoso, pela equipa do BCP, e Gonçalo Abrantes, Ricardo Xavier, Baltasar Monteiro e Hugo Ribeiro, pelos lisboetas.

A mesa de cronometragem da final foi formada por Mário Alonso, Renato Costa e António Pimentel.

A equipa do Santander entrou com maior disposição atacante mas a primeira ocasião de golo pertenceu aos homens do BCP quando, aos dois minutos, Filipe Figueiredo cobrou um livre, travado pelo poste esquerdo da baliza de Vítor Camacho.
Dois minutos depois, foi a vez de Pedro Palha, do Santander, ter dois remates fortes a saírem ao lado. E seria Pedro Palha, diante da baliza, a abrir o activo, aos 6 minutos.
Só aos 13 minutos houve nova situação de golo, que poderia ter dado o empate, quando Filipe Figueiredo obrigou Vítor Camacho a uma grande defesa. Mas, logo na resposta, Rui Esteves teve o golo nos pés mas permitiu a antecipação do guardião contrário.
A melhor jogada da partida - e que empolgou a numerosa assistência - ocorreu ao minuto 16, quando, numa veloz arrancada de contra-ataque, dois homens do Santander falharam o remate diante da baliza. E como "quem falha sofre", como se diz na gíria, o golo do empate surgiria no minuto seguinte, na cobrança de um livre directo, por Filipe Figueiredo, que faz a bola entrar pelo "buraco da agulha", bem junto ao poste do lado esquerdo do guardião contrário.
Mas a equipa do Santander voltaria à vantagem bem perto do intervalo, com Luís Xavier a rematar forte, com o pé direito, e a fazer o 2-1.
A equipa do BCP entrou melhor para o segundo período e, nos primeiros dez minutos, criou duas situações que poderiam ter terminado em golo, e ambas por Celso Sá. Acrescente-se que, na primeira, os ânimos aqueceram, pois Celso Sá foi rasteirado à entrada da área, sem que o árbitro sancionasse o lance faltoso.
Aos 30 minutos, e na sequência de mais um contra-ataque dos lisboetas, Rui Esteves viu a baliza deserta e não perdoou, fazendo o 3-1 para a sua equipa.
O jogo esteve depois interrompido, durante cerca de dez minutos, devido à lesão grave de André Cardoso, do BCP, no pé direito, que foi imobilizado, por se suspeitar de fractura, e depois transportado de urgência ao hospital de Leiria.
Após o reatamento, o jogo não teve história, salvo no que respeita à obtenção de mais dois golos para o GDST, no espaço de um minuto, o quarto por Luís Xavier, na recarga, e o quinto por Rui Esteves, na conclusão de uma rápida jogada de contra-ataque, a fechar a contagem.


As entrevistas (em caixa)

No final da partida, fomos ouvir Vítor Camacho, o "capitão" dos vencedores e que foi, também, o guardião menos batido da "final four", que nos disse:
- A nossa vitória é indiscutível e deve-se ao espírito competitivo que pusemos em campo mas, sobretudo, às condições de organização e de treino que o Grupo Desportivo nos tem fornecido. A vitória é, também, da Direcção do Grupo Desportivo, que tem feito um excelente trabalho e a quem só teremos de agradecer. Entrámos neste campeonato com muito respeito por todos os adversários e este trabalho é para continuar, agora com maior responsabilidade, por termos chegado à "final four", uma fase a que equipas do nosso Grupo Desportivo não chegavam desde 1997.
Também fomos ouvir dois elementos da equipa do BCP, Nuno Coelho e Celso Sá, com o primeiro a justificar a derrota:
- Fomos uma equipa e discutimos o resultado até à lesão do André. Depois disso, a equipa ficou fragilizada. Mas foram azares a mais, pois tivemos a lesão do Paulo Alves no jogo de ontem, que deixou a equipa mais limitada. E, como se isto não chegasse, também nesse jogo tivemos a expulsão do nosso guardião titular. Foi demais.
Mas logo Celso Sá mostrou confiança no futuro:
- Na próxima temporada, vamos continuar organizados, para tentar ganhar. Chegámos agora à terceira "final four" consecutiva e, no próximo ano, esperamos cá estar, de novo.


A consagração dos vencedores (em caixa)

A anteceder o almoço de confraternização entre os elementos das quatro equipas participantes, a comissão organizadora do campeonato procedeu à entrega de troféus às equipas e de medalhas aos jogadores. Também Vítor Camacho, do GDST, recebeu a taça para o guardião menos batido, enquanto para o seu companheiro Rui Esteves foi a taça de melhor marcador, com a taça disciplina a premiar a equipa dos Finimáximos, do Montepio Geral.
Durante essa cerimónia, a que também assistiu o vice-presidente da Câmara Municipal da Batalha, Carlos Silva, Presidente da Direcção do SBC, saudou o espírito competitivo e de grande correcção de todos os participantes e, entre o som dos foguetes da festa anual de uma localidade vizinha, não deixou de apelar a uma maior participação na vida sindical, lembrando que "o Sindicato é convergência e, sobretudo, unidade".

(crónica de Rui Santos para a Revista Febase)


Anexo:
- Notícia completa (formato PDF)

     
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