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Home»Nortada»Nortada Detalhe Maio e Junho 2016
 
Ana Ribeiro, diretora do SBN, estreia-se na escrita

“O Meu Apolo”

Sofia, uma jovem bem-sucedida, com valores morais e
religiosos rígidos, vive aos 25 anos um amor platónico, casto e inocente. Quando menos espera, vê-se envolvida com Afonso, um perfeito deus, numa paixão carnal, intensa e selvagem. Num ápice, tudo o que até ao momento era proibido e criticado, passa a ser o seu quotidiano. Mas nem tudo é o que parece e, de uma forma inesperada, Sofia encontra finalmente a verdadeira felicidade.


N. Foi para comemorar os seus 25 anos como bancária que se lançou nesta aventura?

AR. Não. Esta foi a resposta a um desafio lançado pelo meu filho. Ele achava que eu, devido ao facto de ser uma leitora compulsiva de livros românticos e à circunstância de quando começar a ver um filme do mesmo género adivinhar logo qual o final – é como que um sexto sentido… – teria de escrever um livro dentro do mesmo estilo.

N. É um livro com dedicatória?

AR. Sim, é dedicado essencialmente aos três homens da minha vida: ao meu filho e ao meu marido (que estão cá comigo) e ao meu pai (que infelizmente já partiu). Aproveito para referir que a capa foi inteiramente idealizada por mim (ainda que concretizada por um profissional), traduzindo um local de elevada simbologia familiar. Ali passeava em miúda, depois ali se tornou um ponto de encontro e lá permanece um marco de referência ao meu pai. Ou seja, a capa reflete as três gerações, porque nela se encontra também o meu filho. Como pode ver, nada disto foi inocente nem concebido ao acaso…

N. Então temos de saudar o aparecimento de mais um livro romântico!...

AR. Se quiserem saudar, fico-vos muito grata. Mas, modéstia à parte, não considero que este seja apenas mais um livro. Pelo menos, tentei fazer algo de diferente em relação ao que até aqui tenho visto neste género literário.

N. Pode-se dizer, como é habitual nestes casos, que qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência?

AR. Vamos por partes. Embora seja tudo ficção, não posso negar que a minha vivência tenha tido alguma influência. Aliás, quem me conhece certamente irá identificar, aqui e ali, alguns pormenores sobre a minha forma de pensar, de ser e de estar na vida.

N. A que tipo de guião obedeceu o livro?

AR. Boa pergunta! A nenhum! É que quando comecei a escrever não sabia muito bem como seria a estrutura do livro. Deixei que fosse acontecendo, que as personagens ganhassem vida por elas próprias. Não, não tinha nenhuma estrutura pré-definida, que me espartilhasse. Só tinha uma certeza: que tivesse um final feliz, porque maldade já se vê muita na comunicação social que nos é servida diariamente.

N. Foi difícil elaborar esse final feliz?

AR. Não, não foi muito difícil. Em boa verdade, nem sequer o procurei. Ele foi aparecendo gradualmente, à medida que a história se estruturava. Por outro lado, enquanto os personagens iam ganhando personalidade própria, eles próprios se iam também encarregando de construir os seus próprios processos de felicidade. E, curiosamente, quando cheguei ao fim, dei por mim a pensar que, afinal, a vida poderia ser bem mais fácil se a maldade das pessoas não atrapalhasse os momentos – ainda que por vezes insuficientes – de felicidade que podemos encontrar em cada esquina da vida.


Ana Ribeiro, coordenadora do pelouro Recreativo, Cultural e de Eventos do SBN desde 2010, estreou-se agora na atividade literária. No passado dia 14 de maio, lançou “O Meu Apolo”, com prefácio de Maria Mamede, no Café Concerto do Fórum da Maia.

     
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