O Sindicato dos Bancários do Norte foi confrontado com a informação de que o Montepio Geral estaria a contactar trabalhadores no sentido de, segundo informação prestada nomeadamente por um diretor comercial, dizer que, pelo facto de não ter lugar para estes, teriam que ser transferidos para o Porto, ou, em caso de não-aceitação, a alternativa seria rescindirem o contrato de trabalho.
Estas informações não corroboram as que foram prestadas aos sindicatos da Febase por altura da reunião havida com o Conselho de Administração do Montepio Geral, na qual esteve presente o Dr. José Félix Morgado, que informou que o Montepio Geral iria iniciar um processo de reformas antecipadas e, eventualmente, de rescisões negociadas e sem a existência de qualquer pressão, como a que agora se tem verificado, nomeadamente na área do Departamento Regional de Gaia (Sul).
Transferir trabalhadores é um direito que assiste a qualquer banco, mas sempre no respeito previsto no Acordo Coletivo de Trabalho do Setor Bancário. Ameaçar trabalhadores com transferências compulsivas, com rescisões de contrato e com ameaça de despedimento são posições ilegais, tomadas por pessoas prepotentes e que não são dignas de quem chefia departamentos comerciais de instituições de crédito respeitáveis, e vão, inclusive, ao arrepio da própria vontade da Administração do Banco.
Nesta data, estamos a solicitar ao Conselho de Administração uma reunião, com caráter de urgência, para debater o assunto. Aos trabalhadores, pedimos que contactem o Contencioso do sindicato, para serem esclarecidos sobre eventuais dúvidas que possam ter sobre este assunto.