A Febase e as IC subscritoras do ACT chegaram a acordo de princípio na revisão salarial para 2018, com um aumento diferenciado, cujos valores são retroativos a janeiro.
O processo de negociação da tabela salarial e das cláusulas de expressão pecuniária do ACT do setor bancário, que se arrastava desde fevereiro, chegou finalmente ao fim, com um aumento diferenciado por níveis. O Grupo Negociador das instituições de crédito, que representa as principais instituições bancárias, fechou-se teimosamente na concha, não se dispondo a evoluir da posição de não aumentar justamente todos os trabalhadores e reformados. A Febase recebeu do Grupo Negociador uma proposta de aumentos da tabela salarial diferenciados em função dos níveis de retribuição, aumentos esses que ficam muito aquém das expetativas dos trabalhadores e dos sindicatos da Febase, que sempre pugnaram por uma tabela mais justa e com aumentos uniformes para todos os trabalhadores do setor. A Federação frisou às instituições que a sua primeira responsabilidade social é para com os seus trabalhadores, ativos e reformados, pelo que convidou as IC a repensarem os aumentos salariais futuros, de forma a restituírem as penalizações no poder de compra sofridas nos últimos anos.
Aumentos
O aumento percentual da tabela salarial é consoante os níveis. Assim: - nível 1: 13,21%, - nível 2: 4,65%, - nível 3 a 6: 1,50%, - nível 7 a 9: 1,00%, - nível 10 a 12: 0,75%, - nível 13 e 14: 0,50%, - nível 15 a 18: 0,25%.
O subsídio de almoço tem um aumento de 3,60% – passando a ser de 9,50€ – e foi criado o subsídio de nascimento, com um valor de 750,00€.
Todos os aumentos são retroativos a janeiro deste ano e serão pagos neste mês de dezembro ou em janeiro de 2019, consoante a data de processamento dos vencimentos em cada instituição.
Consolidação
Os Sindicatos da Febase aceitaram esta proposta de aumentos da tabela salarial nos pressupostos de que se está a esgotar o tempo de negociação e que, como tal, era impensável protelar por mais tempo o processo negocial. A Febase só entendeu e aceitou os aumentos salariais diferenciados em função dos níveis de retribuição pelo facto de o setor bancário estar a atravessar uma época de transição da crise que o afetou e por se tratar de um ano de consolidação das contas de todas as instituições de crédito, sem exceção. A Febase apelou à união de todos os trabalhadores para que, em conjunto, se observe o justo reconhecimento económico e social da profissão bancária, pois corre-se o risco da sua extinção num futuro muito próximo.