Por Firmino Marques
O SBN, sempre foi favorável à criação de um sindicato nacional que englobasse todos os trabalhadores do setor financeiro.
Porém, sempre manifestou que qualquer fusão dos sindicatos existentes apenas e só faria sentido se isso contribuísse para a união dos trabalhadores e para o fortalecimento do movimento sindical no setor, que conduzisse não só a um melhor aproveitamento das sinergias, mas e sobretudo, para uma mais eficaz reivindicação e defesa dos direitos das condições de vida dos associados, e não a um mero somar de associados e património.
Nesse sentido, em devido tempo, o SBN apresentou aos restantes sindicatos algumas condições, sem as quais não concordaria com a concretização desse objetivo:
I – a elaboração, por entidade independente e credível, de um estudo e avaliação do património imobiliário de cada sindicato;
II – estudo pormenorizado do estado financeiro de cada sindicato;
III – estudo pormenorizado dos recursos humanos de cada sindicato;
IV – estudo pormenorizado dos serviços prestados por cada sindicato – a fim de que os mesmos pudessem ser harmonizados, para evitar, à partida, associados com direitos diferenciados.
Estas condições, que para o SBN se apresentavam essenciais para a transparência desejada e que se impunham num passo de tamanha importância para instituições a fusionar, foram liminarmente recusadas! Perante este quadro, nada mais restava ao SBN, na defesa dos direitos dos associados, que não fosse aconselhar o voto “não”, no referendo efetuado no dia 27 de novembro.
E a expressiva votação – foi o único dos cinco sindicatos em que mais de 50% dos associados acorreram às urnas – veio confirmar o quanto o SBN tinha razão na apreciação, como se pode aferir pelo mapa seguinte:
