“Em maio de 2019 será volvido um ano sobre a assinatura do referido acordo. Pelo que fica dito, tudo indica que estará a chegar ao fim. Que fique claro: o SBN não fez a parceria com a Advancecare para dificultar a vida aos associados e aos beneficiários, mas sim para a facilitar. Para bom entendedor ”
Mário Mourão
Quando o Sindicato dos Bancários do Norte recorreu à parceria com a Advancecare, fê-lo no sentido e com o objetivo de melhorar e de alargar a rede de prestadores de saúde, em relação à então existente.
Mas assinale-se também que, na génese do acordo, um dos pressupostos foi o do controlo da faturação, tomando em linha de conta a experiência que a Advancecare supostamente já vinha adquirindo: há nove anos que trabalhava com o Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas e que desde janeiro de 2018 o fazia com o Sindicato dos Bancários do Centro, para além da parceria que registava com a Caixa Geral de Depósitos.
Ora, tudo levava a crer que estas credenciais nos poderiam incutir a confiança necessária para a celebração do acordo que subscrevemos, dada a anterior interligação da Advancecare com aqueles subsistemas de saúde congéneres do SBN.
Poderia ter sido assim. Deveria ter assim sido. Mas não foi. Hoje, podemos constatar que a parceria com a Advancecare se tem pautado por uma inesperada deceção.
Senão, atentemos nos exemplos que passo a elencar, identificativos das principais anomalias com implicações negativas para os nossos beneficiários.
• Atraso na emissão das pré-autorizações – originando o adiamento de cirurgias, a cobrança de internamentos aquando da alta médica, etc.
• Permissão de cobrança excessiva de cauções por parte dos prestadores.
• Existência de médicos não abrangidos pela convenção estabelecida com o prestador, não permitindo que os nossos beneficiários saibam atempadamente se o clínico que o irá atender numa entidade convencionada da Advancecare está abrangido por essa convenção.
• Mau atendimento telefónico, com insuficiências na prestação de informações e denotando impreparação por parte dos recursos afetos ao call center.
• Atraso na monitorização das devoluções a efetuar pelos prestadores aos nossos beneficiários, resultantes de cobranças indevidas.
• Atraso na emissão das faturas, no âmbito das consultas ao domicílio.
• Desatualização permanente da base de dados de prestadores publicada no portal da Advancecare, revelando-se pouco fiável.
• Inexistência de um plano de contingência que permita efetuar as elegibilidades quando os prestadores não têm acesso ao sistema – por esse motivo e quando se verifica tal impossibilidade, os nossos beneficiários são obrigados a pagar a totalidade do gasto com os atos médicos, no momento da prestação do serviço.
Em maio de 2019 será volvido um ano sobre a assinatura do referido acordo. Pelo que fica dito, tudo indica que estará a chegar ao fim. Que fique claro: o SBN não fez a parceria com a Advancecare para dificultar a vida aos associados e aos beneficiários, mas sim para a facilitar. Para bom entendedor