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Home»Nortada»Nortada Detalhe Fevereiro 2019
 
Pela valorização do diálogo social

Sinalizando a abertura negocial demonstrada pelo Governo em relação à administração pública, a UGT sublinha esperar que essa mesma abertura possa ser um passo para o fim da política de baixos salários e de desvalorização das carreiras, pelo que reivindica:


• a adoção de uma política salarial justa, que corrija as injustiças que têm sido sucessivamente agravadas, ao aumentar exclusivamente os trabalhadores de rendimentos mais baixos, mantendo o congelamento salarial que dura há uma década;


• a contagem de todo o tempo de serviço de todos os trabalhadores, sem qualquer exceção, para efeitos de progressão nas carreiras, promovendo a valorização e a dignificação do emprego e dos serviços públicos;


• a revisão da política de avaliação, uma vez que a praticada atualmente faz com que a vasta maioria dos trabalhadores possa progredir na carreira apenas de dez em dez anos, o que torna obsoleto o conceito de “avaliação de desempenho”, uma vez que esse desempenho é irrelevante para a progressão em carreiras arquitetadas de modo a que o topo seja inatingível para quase todos os trabalhadores.


Perguntando depois se os sindicatos é que são intransigentes, a UGT acentua estar ciente da legitimidade das pretensões dos professores e dos trabalhadores não docentes e apoia a(s) sua(s) luta(s) sem reservas.


No que diz respeito aos enfermeiros, salienta que Carlos Ramalho, através da greve de fome, conseguiu chamar a si a atenção do país para a “situação degradante e injusta, que tem contribuído, entre outras razões, para fragilizar o Serviço Nacional de Saúde”. Assim, a UGT solidariza-se com o seu líder sindical, que permitiu desbloquear o impasse negocial que se verifica no setor e retomar, mesmo que num horizonte de dificuldades, uma luta pela valorização da carreira de enfermagem: “O caminho faz-se caminhando. Daí que a UGT considere que esta abertura negocial possa conduzir a um clima de distensão e valorização do diálogo social.”


Em defesa do interesse público nos CTT


A UGT considera que é urgente a reversão da privatização dos CTT:


• Em benefício dos utentes particulares e das empresas.


• Em defesa da coesão nacional e da não-discriminação de portugueses que vivem em territórios de baixa densidade.


• Em defesa de um serviço público de qualidade.


Assim, a UGT e os seus sindicatos, designadamente o Sindetelco, batem-se pela defesa do Serviço Universal Postal e do futuro dos CTT, que devem praticar um serviço de interesse geral:


Repudiamos a tentativa de ingerência feita pelos partidos políticos perante o regulador.


• Queremos uma regulação eficiente e independente nas comunicações.


• Exigimos que o Estado não subsidie empresas privadas com os impostos pagos pelos portugueses.


Estudo da OCDE: rejeição do regresso ao passado


A UGT diz rejeitar frontalmente as conclusões da OCDE vertidas num estudo económico sobre Portugal apresentado em 18 de fevereiro, recusando um novo ataque à negociação coletiva setorial, como consta naquele documento, e interroga: “Será que se esqueceram já dos mínimos históricos de convenções celebradas, de trabalhadores e empresas abrangidos provocados por medidas semelhantes?”


A central sublinha que deve deixar claro que nunca aceitará o regresso às vias do passado: “A UGT não aceitará o regresso a medidas e políticas impostas, externa ou internamente, que se traduzam em sacrifícios para os portugueses por via do aumento de impostos, da redução da proteção social, da destruição da negociação coletiva e das condições de trabalho e do desrespeito pelo diálogo social.”


UGT assume presidência do Centro de Relações Laborais


Após ter assumido a primeira presidência do CRL em 2015, com João Proença à frente dos destinos daquele órgão tripartido, a UGT volta agora a assumir aquele cargo.


A eleição e a tomada de posse do novo presidente - Sérgio Monte, secretário-geral adjunto da UGT - tiveram lugar em reunião realizada a 18 de Fevereiro, com a presença do ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva.

     
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