Por Sílvio Martins
Eis mais uma esperança que se fina,
Sem honra nem glória,
Na morna lentidão
Dos meses sem história.
A Banca, com a mão avara,
Côncava de posse,
Invocou das contas consolidação.
Chorou, como é costume,
Lágrimas de crocodilo
E, dos bancários, a federação,
Consta que por consenso,
Limpou-lhas com o lenço
Da absolvição.
Neste meu poema
Que preferia fosse
Um “cantar de amigo”,
Por muito que me custe,
À FEBASE digo:
Não basta ser grande,
Tem que ser eficaz!
Não pode contentar
Nem os reformados,
Nem a classe ativa
Que vai para o trabalho
Todas as manhãs,
Com o doce embalo das palavras vãs!