A Febase tomou conhecimento, ao final da tarde de sexta-feira, dia 17 de abril, que a Parvalorem decidiu proceder ao despedimento de 49 bancários.
Nos termos legais, este processo é acompanhado pela Comissão Nacional de Trabalhadores (CNT), que pode fazer-se acompanhar por um perito. Os sindicatos da Febase disponibilizam-se para indicá-lo.
A Federação lamenta mais este processo de extinção de postos de trabalho, nomeadamente numa instituição que poderia – se essa tivesse sido a decisão do Governo – manter a atividade para que foi criada, ou seja, a recuperação de créditos do ex-BPN. Por diversas vezes a Febase manifestou esta posição quer ao Governo – através da então secretária de Estado do Tesouro, hoje ministra das Finanças – quer à administração da Parvalorem.
No entanto, o Governo, ao invés de manter a função de recuperação de créditos na Parvalorem, optou por abrir um concurso público para que outras empresas se candidatassem ao “negócio” – o que veio a suceder, deixando assim um conjunto significativo de trabalhadores desocupados, argumento utilizado para agora proceder ao despedimento. Em sucessivas reuniões com a administração, a Febase defendeu que a instituição deveria aumentar o valor das indemnizações a conceder, de forma a que os trabalhadores pudessem aceitar a rescisão por mútuo acordo e assim evitar o recurso a este método muito mais violento.
Os sindicatos da Febase manifestam total solidariedade a todos os trabalhadores atingidos e disponibilizam desde já aos associados os respetivos serviços jurídicos, para em tudo os apoiar e defender, pelo que alertam os associados que tiverem dúvidas, a imediatamente se dirigirem aos serviços jurídicos dos respetivos sindicatos.