Apoiar os bancários nos balcões em todas as áreas é assumido como a missão principal. Luís Batista – coordenador e único a tempo inteiro –, Maria Manuela e Carlos Gonçalo constituem a Comissão Sindical da Delegação de Mirandela. Na entrevista falaram sobre as realidades, as dificuldades e o futuro.
P. Gostaria que começassem por caraterizar a área geográfica desta delegação.
R. Ora aqui está uma primeira grande questão. De facto, temos de acudir a uma área geográfica muito vasta, onde os bancos têm balcões principais nas sedes dos concelhos de Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro, Freixo-de-Espada-à-Cinta, Torre de Moncorvo, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães e Alfândega da Fé, para além de registarmos a existência de balcões em Torre de Dona Chama, Chacim e Carviçais. Por isto se pode ver que estamos muito dispersos, o que coloca uma multiplicidade de problemas à nossa missão nas visitas que efetuamos. Mas, para além destas, também existem outras programadas com a Direção – duas vezes por semestre e que tanto nós como os associados consideramos igualmente necessárias.
P. Isso quer dizer que a vossa atividade vos obriga a frequentes ausências?
R. Embora essa seja uma realidade, daí não pode ser deduzido que haja uma quebra da atividade na sede, porque quando assim acontece os contactos e as diligências são feitos por telefone e por email. E nas alturas em que o coordenador é obrigado a sair da sede para ir aos diversos balcões, os contactos ficam afixados na porta, motivo pelo qual nunca, mas nunca, houve nem haverá qualquer hiato na comunicação com os associados. Esta dispersão geográfica obriga-nos a uma certa “ginástica” na nossa atuação. Quem não tem cão caça com gato… Não é por isso que os resultados do nosso trabalho têm sido menos profícuos… Até porque funcionamos de forma colegial e todas as nossas decisões são tomadas por unanimidade.
P. Se vos pedir para definirem qual a vossa missão principal, como o fariam?
R. De uma forma muito simples: apoiar os colegas nos balcões em todas as áreas que necessitarem. Aliás, tudo temos feito nesse sentido. Reconhecemos que não tem sido uma tarefa fácil, mas para quem gosta daquilo que faz, é um desafio verdadeiramente empolgante, para mais estando sujeitos a tantos constrangimentos.
Encerramento de Balcões
P. Este é o vosso segundo mandato…
R. Pois é. E quando cá chegámos, aumentámos significativamente o número de associados, situação que agora se tem vindo a inverter, não pela saída de sócios do SBN para outros sindicatos, mas pelo encerramento de balcões – designadamente do Barclays e do Banco Popular – e pela transferência de associados para o âmbito geográfico de outras delegações. E nota-se que tem havido uma redução de efetivos nos balcões, que estão atualmente muitos deles dotados de apenas dois ou três bancários.
P. Quais são as vossas atividades na área do lazer?
R. No que a esta área diz respeito, temos um programa de ação que se centrou, no ano passado, no magusto e na ceia de Natal, tendo principalmente esta última constituído um momento de grande significado, uma vez que congrega cerca de 130 participantes, entre associados e familiares. Nestas alturas contamos também, normalmente, com a presença do presidente do sindicato e de outros elementos dos Corpos Gerentes. Mas a delegação está aberta a todas as sugestões que os colegas entendam propor-nos para a realização de outros eventos e atividades.
O SAMS
P. Para terminar, a vossa apreciação sobre o funcionamento do SAMS…
R. Nesse aspeto, a grande dificuldade é aquilo que se vive nas regiões do interior. Ou seja, existe uma oferta razoável em Mirandela e em Macedo de Cavaleiros, com um défice em todas as outras localidades da área geográfica desta delegação, o que vale por dizer que têm de ser os associados a deslocarem-se a estes dois concelhos ou a outras zonas. Por isso estamos abertos a indicações concretas que os nossos associados nos transmitam – porque eles é que melhor conhecem o terreno – no sentido de tentarmos conseguir protocolos descentralizados com médicos ou com outros prestadores de cuidados de saúde. Mas não queremos terminar esta entrevista sem deixarmos uma saudação expressa aos serviços centrais do SAMS e do SBN pela disponibilidade que sempre têm evidenciado para com a delegação de Mirandela.