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Comissão Sindical de Valença - Pedidos de inspeção nem sempre são bem sucedidos

Alberto Marques (coordenador), Mário do Passo (em permanência) e Avelino Gonçalves (por substituição) são os membros da Comissão Sindical de Delegação de Valença. Em entrevista à nossa revista, lamentaram o facto de os sucessivos pedidos de inspeção formulados à Autoridade para as Condições de Trabalho para que fiscalize as situações de laboração em diversos balcões não serem bem sucedidos, por motivos que a seguir revelaremos.


N. Como autoavaliam a prestação atual desta delegação?
R. Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que a nossa área geográfica de influência é pequena, pois apenas abrange os concelhos de Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira. Mesmo assim, procuramos atender e resolver os problemas que os colegas nos apresentam, não só deslocando-nos aos balcões, mas com um permanente e eficaz atendimento telefónico. Repare que até prestamos um serviço de horário alargado, porque mesmo fora do tempo normal de atendimento mantemos os telefones da delegação ligados aos nossos telemóveis, para podermos dar resposta a qualquer associado que dela eventualmente necessite. E, quando não podemos resolver localmente esses problemas, só nos resta recorrer aos serviços do sindicato ou do SAMS, em relação a ambos os quais, aliás, temos de dizer, em abono da verdade, que temos sido muito bem acolhidos e recebidos.

N. Nessas visitas aos balcões, quais os principais problemas que vos têm sido transmitidos pelos associados?
R. São tantos que nem sabemos por onde havemos de começar. Mas entre eles sem dúvida alguma sobressai o trabalho não remunerado, a falta de aumentos salariais de há cinco anos a esta parte e o encerramento de balcões, com as consequentes rescisões e transferências para áreas de trabalho por vezes muito distantes dos locais de residência, o que provoca gravíssimos problemas de natureza familiar. É que, por exemplo, esses bancários são muitas vezes colocados em locais onde nem sequer existem transportes públicos, pelo que têm de deslocar-se em automóvel privado, o que provoca sérios danos no orçamento dos agregados. Ora, tudo isto causa situações de medo generalizado, de tal forma que a maior parte dos associados nem nos dão conta das ameaçadas com que estão ou são confrontados, com receio de ainda maiores represálias.

N. Vocês não conseguem fazer nada para tentar reduzir o impacto dessas situações de afrontamento por parte das hierarquias?
R. Bem tentamos, mas o muro do medo e do silêncio é algo perfeitamente impensável no mundo em que vivemos. Só para dar um exemplo, quando solicitamos inspeções à Autoridade para as Condições do Trabalho por causa da realização de horas de trabalho não remuneradas que sabemos estarem a ser efetuadas em determinados balcões, esses balcões são avisados antes da chegada dos inspetores e os colegas, cheios de medo, acabam por se esconderem para não serem detetados. Isto, que parece incrível e absurdo, corresponde à mais pura das realidades. É por isso que as inspeções acabam por não ser bem sucedidas. O resultado é que aqueles que mais atendem às solicitações sindicais acabam por ser os reformados, porque já não têm nada a perder, ao contrário dos bancários no ativo, que têm medo de tudo, devido ao clima de terror que lhes é imposto pelas hierarquias.

N. Para além da atividade sindical, a delegação mantém ou pretende vir a realizar algumas iniciativas de caráter diverso?
R. Sim. Desde há alguns anos a esta parte temos vindo a realizar dois passeios anuais – em abril e outubro –, em conjunto com as delegações de Braga e de Viana do Castelo, quer em Portugal quer no estrangeiro, que têm obtido bastante adesão. Enfim, é uma forma de promovermos cultura e de se conseguir que os associados tenham também merecidos e excelentes momentos de lazer, de socialização e de confraternização, porque esta é também uma forma de fazer sindicalismo. Por outro lado, estamos em contacto com o Instituto Politécnico de Viana do Castelo para tentarmos a celebração de um protocolo de formação com o SBN na área da informática. Aguardamos a todo o momento que nos seja facultada a resposta, para que possamos dar início ao processo.

N. A última questão prende-se com o SAMS. Qual é a vossa apreciação sobre a situação?
R. Como já referimos no início desta entrevista, a nossa área geográfica é pequena, pelo que não se justifica a existência de um posto clínico. Mas consideramos que devia existir um maior número de protocolos e de convenções com clínicas, com médicos e com outros prestadores de serviços de saúde, a fim de que os nossos associados pudessem beneficar de maiores e de melhores opções nas diversas valências. Seria uma forma de os nossos associados ficarem mais fidelizados ao SBN – que disso ninguém tenha dúvidas! Mas sempre que temos recorridos aos serviços do SAMS somos bem atendidos pela generalidade do pessoal, o que muito nos apraz registar. Para terminar, gostaríamos de acrescentar que sentimos a absoluta necessidade de, aquando das visitas aos balcões programadas pela Direção do sindicato, nela seja também integrado um elemento do Conselho de Gerência do SAMS, para a prestação de todos e quaisquer esclarecimentos – e são muitos!... – que se tornem necessários em matéria do nosso serviço de saúde. Isto é absolutamente imprescindível!...

     
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