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O verdadeiro amor nunca morre

Como te quero conquistar e amar-te novamente,
Dar-te este meu amor que estava adormecido.
Terminada a minha vida, ele será para sempre,
Amar-te-ei, mesmo, nesse lugar desconhecido.
Porque, este amor, purificado, que por ti sinto,
Mora na minha alma, e diz que não está extinto,
Foi preciso que a velhice e a solidão chegasse
Que por tua falta, eu em ti de novo reparasse.
É sempre o mesmo, apesar dos anos, o teu olhar,
Quando um dia nos cruzamos, achando o mar
E os nossos pés, as ondas preguiçosas beijavam
Sem darmos por isso, nossos lábios as imitavam
Perdidos na noite, estrelada, nos sorria o luar,
Nada dizíamos, porque os nossos olhos falavam
E tinham a necessidade de à felicidade cantar.
Nosso tempo passou, mais depressa que o vento.
Dar-te-ei a dobrar, o que na minha alma escondi,
Se não estás comigo não me sais do pensamento.
Não obstante, estes anos, de ti não me esqueci,
Ainda sinto que, apesar da minha provecta idade,
Se estás comigo, morre, sempre, esta saudade.
Ao partir, deixarei ao mundo a minha reputação,
Tu, guardarás um dia as cinzas do meu coração.
Estou certo que Deus, nossas almas vai juntar
e todos aqueles que já partiram nos vão saudar.
Porque a vida não acaba aqui, quando morremos,
Nossas almas viverão para sempre, nós sabemos.

A morte quando acontece,
Acontece, por um dia termos nascido

Por Raul Fernando Teixeira de Sousa


     
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