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Instabilidade na banca é sentimento que prevalece


COMISSÃO SINDICAL DE DELEGAÇÃO DE GUIMARÃES

Vítor Sampaio (coordenador), Manuela Castro (tempo inteiro), Ricardo Barroso e Eduardo Almeida foram os elementos da Comissão Sindical de Delegação de Guimarães que nos falaram sobre a atualidade vivida pelos trabalhadores bancários naquela zona do país, numa conversa que a seguir reproduzimos.

P. Gostaria que nos começassem por caraterizar qual a área geográfica de influência da delegação.
R. Trata-se de uma estrutura que envolve as áreas de Guimarães, Vizela, Vila das Aves, Caldas das Taipas, Fafe, Arco de Baúlhe e Celorico de Basto. Ora, tudo isto abrange cerca de 85 balcões, num total de seis centenas de bancários associados – seja no ativo, seja na situação de reforma. P. Quais são os pontos altos do vosso trabalho?
R. Para nos centrarmos apenas no último ano, importa relevar o intenso trabalho que temos vindo a desenvolver no apoio aos associados, apesar do clima geral de instabilidade que se vive na banca e que constitui um sentimento claramente prevalecente. De facto, sublinhe-se que este é e tem sido um período de grandes incertezas, correspondente ao fecho de balcões por parte de vários bancos. Para darmos um exemplo, aqui nesta área só no último ano e meio fecharam balcões do Barclays, do Banif, do MBCP, do BPI, da CGD e do BBVA.

P. Imagino que, assim e de facto, a vossa atividade se pauta por uma certa “navegação à vista”…
R. É muito isso, é. Inclusivamente, com esta “febre de encerramentos”, têm estado a acontecer situações insólitas e impensáveis, como seja o despedimento coletivo no BBVA, processo que estamos a acompanhar e para o qual já comunicamos a todos os colegas associados o apoio jurídico do Contencioso do sindicato. Este é mais um dos casos angustiantes, para mais que lhe desconhecemos ainda os contornos precisos. Mas é evidente que continuamos, entre outros assuntos prementes, a acompanhar a reestruturação do Banif e a do MBCP, este último configurando, entre outras situações, um ajustamento salarial temporal – caso que também foi inédito na banca.

P. Estas são, portanto, as vossas principais preocupações de momento…
R. Não só, não só… É que uma outra grande preocupação que neste momento nos afeta é o caso do Novo Banco, com a notícia publicada pelos jornais de despedir um milhar de bancários, o que significa mais uma situação de contornos desconhecidos. E também neste caso já comunicamos a todos os associados que o SBN lhes prestará todo o apoio jurídico, quando for caso disso. Face a todas estas situações, escusado será dizer que vamos continuar a insistir neste tipo de acompanhamento aos associados, prevenindo até um eventual agravamento da situação.

P. E os associados, como é que podem contatar a delegação?
R. A delegação está sempre disponível, incondicional e diariamente, para atender e para esclarecer os associados, quer sobre temas da área sindical, quer sobre questões relativas à saúde. Mas isto sem prejuí- zo do acompanhamento de proximidade, com as regulares e normais visitas aos balcões. Hoje, mais do que nunca, é necessário estarmos ao lado dos colegas, para os esclarecermos em todas as questões em relação às quais eles nos suscitem dúvidas.

P. Gostaria que nos fizessem uma “fotografia” de como decorrem essas visitas…
R. Nessas situações, temos sempre a preocupação de informar sobre os protocolos efetuados e sobre os novos acordos na área da saúde, do mesmo modo que registamos todos os problemas, preocupações, opiniões e sugestões que nos são transmitidos. Cada pergunta não pode ficar sem resposta célere.

P. Falaram em preocupações. Quais são as que mais frequentemente ou que com maior premência vos são transmitidas?
R. Digamos que a maior preocupação será sobre qual o desfecho das negociações do ACT, o que provoca uma natural ansiedade na generalidade dos associados. Pela nossa parte, estamos esperançados em que sejam concluídas ainda este ano. É que pensamos que quanto mais tarde, mais dificuldades haverá. Por outro lado, são-nos sistematicamente referenciadas demasiadas horas de trabalho prestado sem remuneração, o que constitui um contrassenso, porque os resultados trimestrais apresentados pelas instituições de crédito têm vindo a ser francamente positivos. É por isso que perguntamos qual a razão por que não pagam aquilo que são obrigadas a pagar.

P. No domínio da cultura e do lazer, a delegação procura dinamizar alguns eventos?

R. Fazemos sempre uma proposta para um grande passeio anual e para um passeio cultural, também anual, procurando ir assim ao encontro do que os associados nos solicitam. No campo dos eventos, temos proporcionado aulas de ioga, ioga do riso e informática, para além de formação na área do xadrez.

P. E no que diz respeito ao SAMS?
R. Podemos afirmar que o maior número de questões com que somos confrontados se prende com a área da saúde. Tal insistência conduz- -nos ao estabelecimento de novos acordos. Ainda no mês passado fizemos um com todos os médicos da Casa de Saúde de Guimarães – Hospital Privado, ampliando assim os acordos já existentes naquela unidade de saúde e atingindo todas as valências. Entretanto, estamos em negociação com a Clínica Cruz Verde, para também ampliarmos as valências e os meios auxiliares de diagnóstico já protocolados com aquela unidade. Quanto à área das clínicas dentárias – designada mente no que se refere à implantologia e à ortondontia –, também foram negociados novos acordos com o objetivo de atender às necessidades elencadas pelos colegas, nestas áreas permanentemente solicitadas. Por outro lado, queremos deixar expresso que, no que diz respeito às comparticipações, o SAMS tem vindo a fazer um esforço no sentido de aumentar o respetivo valor. E também é com evidente satisfação que deixamos o registo da crescente adesão, por parte dos familiares dos associados, ao cartão de utente que o SAMS tem vindo a generalizar.

P. Uma última palavra…
R. Ou melhor, duas, se nos permite. A primeira, para apelarmos a todos os associados, no sentido de frequentarem mais as instalações da delegação, onde existe uma sala de convívio, aberta durante todo o dia. A segunda para, uma vez que recorremos muito aos serviços do SAMS e do sindicato, com quem trabalhamos em harmoniosa sintonia e articulação, deixarmos um merecido agradecimento a todos os interlocutores pelo apoio dado a esta delegação.



     
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