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A luta está acesa… Viva o 1º de Maio

Mais uma vez o movimento sindical de todo o mundo mobilizar-se-á para mais uma jornada de festa e de luta.


Mais uma vez – e não será a última, pois o 1º de Maio subsistirá enquanto houver trabalhadores e a sua exploração capitalista continuar – o movimento sindical de todo o mundo mobilizar-se-á para mais uma jornada de festa e de luta.
Em Portugal, não faço qualquer processo de intenção ou de culpabilização, os trabalhadores vão, mais um ano – por quantos ainda se manterá este cenário?! – comemorar o Dia do Trabalhador de costas voltadas, ignorando o sábio provérbio de que "a união faz a força", ou não parando para meditar sobre outro, tão querido ao patronato e aos poderes instituídos – "dividir para reinar".
É, pois, neste cenário que as centrais se propõem mobilizar os seus sindicatos e os trabalhadores para as diversas manifestações.
O Sindicato dos Bancários do Norte pode ufanar-se de ter sido um dos principais fundadores quer da Intersindical, quer, posteriormente, pelos motivos sobejamente conhecidos, da UGT. É nesse sentido e enquanto outro cenário não se vislumbre na trajetória que leve a uma ação concertada do movimento sindical em Portugal, que, mais uma vez, se apela à mobilização de todos os trabalhadores bancários, associados ou não do SBN, e respetivos agregados familiares, para a participação na manifestação que a UGT vai promover no pavilhão multiusos de Viseu, porque o setor vive um período muito incerto e a luta está acesa pela manutenção dos postos de trabalho por um trabalho digno.

Os "Panamá Papers"
"De cada vez que procuramos o caminho do privilégio ou do benefício de uns poucos em detrimento do bem de todos, cedo ou tarde a vida em sociedade se torna terreno fértil para a corrupção, o narcotráfico, a exclusão, a violência, o tráfego de pessoas, o sequestro e a morte". (Papa Francisco no Palácio Nacional, Cidade do México).
As sábias e premonitórias palavras do Papa Francisco são esclarecedoras sobre a situação calamitosa que se vive nas economias de todo o mundo. De facto, a razão da existência de corrupção que hoje atravessa todos os setores da economia, da política e, porque não reconhecê-lo, da justiça, em todos os regimes (republicanos ou monárquicos, de cariz democrá- tico, menos democrático, ou autoritários) tem, como as tais palavras premonitórias de Francisco nos ensinam, a procura de privilégios e de benefícios de uns (poucos) em detrimento dos cidadãos de menores recursos ou de mais fraco peso nas administrações. Os exemplos são muitos e amplamente conhecidos, mas
Esperamos que, mais uma vez, os "Panamá Papers" não se reduzam ao espalhafatoso ruído jornalístico a que temos assistido e que, finalmente, não possamos dizer que o Panamá pariu um rato


Firmino Marques

     
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