Não sou muito de” Dias Mundiais” sobre isto e mais aquilo, até porque acabam por ser banalizadas algumas datas realmente importantes e dignas de realce.
Mas o dia que hoje, 25 de novembro, se relembra e se condena, da Violência sobre as Mulheres, é de tamanha relevância que tenho realmente de realçar a repulsa, a indignidade e a cobardia que tal ato transmite a qualquer ser humano, digno desse nome.
Não, não vou dizer que fui vítima, porque não fui, mas sou Mulher e como tal consigo imaginar a dor imensa de quem sofrem na pele e na alma as sevícias daqueles a quem entregaram o seu coração, o seu corpo, os seus sonhos, com quem sonharam construir uma vida e são brutalmente arrastadas para uma realidade para a qual não contribuíram e que, muitas vezes - cada vez com mais frequência -, lhes custa essa mesma vida.
É urgente fazermos algo para travar esta espiral de violência sobre as mulheres e podemos, nós, como mães e educadoras, começar por mostrar aos nossos filhos, ensinando-lhes o respeito, o amor e a consideração que todas as mulheres merecem. Muito havia a dizer sobre este tema, mas o importante é que nós, mulheres, saibamos dizer “não”…
Tenhamos a coragem de bater com a porta e fugir das situações que nos fragilizam, destroem e nos roubam a vontade de viver. Nunca, mas nunca, deixemos que em nome de um sentimento a que não podemos chamar amor, sejamos violadas, espezinhadas e despojadas do que temos de mais precioso: a dignidade!
Por Fátima Oliveira