Negociação Salarial

BCP mantém-se inflexível e recusa rever proposta salarial para os seus trabalhadores

 

Realizou-se, na passada sexta-feira, dia 10 de julho, a primeira reunião do processo de conciliação solicitado pelos Sindicatos da UGT junto da DGERT.

Nesta reunião, o BCP limitou-se a reafirmar a posição assumida em fevereiro, quando decidiu, de forma unilateral, aplicar um adiantamento salarial de apenas 2%. O Banco voltou a justificar a sua intransigência com a alegada incerteza geopolítica e com a necessidade de uma gestão prudente para garantir a sustentabilidade da instituição, afirmando que não está disponível para rever a sua proposta.

Para sustentar esta posição, o BCP apresentou um suposto conjunto de indicadores comparativos entre várias instituições de crédito, concluindo o Banco que os seus trabalhadores são os menos produtivos do setor. Os Sindicatos rejeitam esta leitura, que consideram redutora, parcial e profundamente injusta para quem, diariamente, assegura o funcionamento do Banco e contribui decisivamente para os seus resultados.

 

Recusa

Acresce que os Sindicatos solicitaram ao BCP informação sobre os dividendos distribuídos aos acionistas, por entenderem que esse é um elemento relevante para enquadrar a capacidade da instituição em matéria de valorização salarial. O Banco não respondeu a este pedido, optando por não esclarecer uma questão que consideramos essencial para uma negociação transparente e devidamente fundamentada.

Os Sindicatos da UGT manifestaram o seu profundo desagrado pelo facto de este processo negocial não ter decorrido no quadro normal da negociação coletiva, como aconteceu ao longo de vários anos. Se o Banco pretendia manter a mesma posição e os mesmos argumentos apresentados em fevereiro, nada justificava obrigar os Sindicatos a recorrer ao mecanismo de conciliação da DGERT para ouvir exatamente o mesmo discurso.

 

Realidade

O Mais Sindicato, o SBN e o SBC reafirmaram que a realidade vivida pelos trabalhadores é bem diferente da descrita pelo Banco. A inflação continua a pressionar o custo de vida, os encargos das famílias aumentam e o poder de compra continua a degradar-se. Apesar disso, os trabalhadores mantêm diariamente o seu profissionalismo, dedicação e compromisso, sendo precisamente esse esforço que tem permitido ao BCP alcançar resultados historicamente muito positivos.

É, por isso, incompreensível que o Banco continue a recusar reconhecer, de forma justa, o contributo dos seus trabalhadores, insistindo numa atualização salarial manifestamente insuficiente e desajustada da realidade económica.

A próxima reunião de conciliação ficou agendada para o início de setembro.

Os Sindicatos da UGT continuarão a defender, com firmeza, uma valorização salarial justa e adequada ao contributo dos trabalhadores do BCP, mantendo os seus associados informados sobre a evolução deste processo.

 

As Direções

13/07/26

 

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