ACT

Ganância e desprezo da banca atinge nível máximo

 

Numa atitude inédita, as IC subscritoras do ACT fecharam as negociações, após informarem MAIS, SBN e SBC de que não alterarão a sua proposta de 2% de aumento salarial. Indiferentes ao aumento da inflação e à perda de poder de compra daqueles que sustentam os milhões de lucros da banca, de que apenas os acionistas beneficiam. As Direções dos três Sindicatos vão reunir-se com urgência para deliberarem sobre as medidas a tomar.

As negociações do ACT para 2026 reabriram… e fecharam. Sim, isso mesmo: na sessão de 11 de setembro, data do reinício da discussão após o período estival, o grupo negociador das Instituições de Crédito (GNIC) sentou-se à mesa com os Sindicatos da UGT para anunciar o término das negociações.

Com a arrogância cada vez mais habitual na sua relação com os trabalhadores, as IC limitaram-se a informar os Sindicatos da sua posição: não alteravam nem iriam alterar a sua proposta de 2% de aumentos salariais para 2026.

Recorde-se que MAIS, SBN e SBC apresentaram as propostas de revisão salarial e de clausulado para 2026 de no verão de 2025 – ou seja, há um ano.

Logo na abertura das mesas negociais foram confrontados com contrapropostas inaceitáveis de 1,5%. Em todos os processos, os Sindicatos contestaram o comportamento dos bancos, justificando a comprovada necessidade de haver aumento de salários e pensões superiores à taxa de inflação.

Em fevereiro de 2026, a proposta da Banca evoluiu para 2% de aumento e em meados de maio, as IC mantinham-se irredutíveis, alegando não poderem ir além desse valor – apesar dos resultados historicamente elevados, com lucros de muitos milhões de euros, da distribuição de dividendos exorbitantes aos acionistas e da atribuição de remunerações milionárias aos membros das administrações.

 

Míseros trocos

Numa postura de total falta de consideração e respeito pelos bancários ativos e reformados, que contribuem ou contribuíram para os resultados e a solidez do setor, as IC consideram que os míseros “trocos” de aumento salarial são suficientes.

Ao contrário do que parecem desejar, os bancários não são escravos, obrigados a trabalhar muitas horas além do horário, sob pressão e “castigados” caso os objetivos irrealistas não sejam alcançados. E todo esse sacrifício pessoal e familiar em troca de salários manifestamente insuficientes e abaixo da inflação.

A proposta de 2% de aumento traduz-se numa nova perda de poder de compra para os trabalhadores ativos e para reformados, agravando as dificuldades que estes e as suas famílias enfrentam devido ao continuo aumento do custo de vida.

Em junho, o BdP já previa que no final de 2026 a taxa média atingiria os 3,1%, previsão certamente já ultrapassada pelos efeitos do aumento constante do petróleo. Na prática, os salários reais sofrem uma desvalorização que afeta diretamente o bem-estar diário dos bancários e das suas famílias.

 

Sindicatos preparam resposta

Os Sindicatos da UGT exigem respeito pelos trabalhadores e reformados!

Após um ano de reuniões com poucos avanços do lado dos Bancos, terminar com um miserável aumento de 2% não é negociação, mas sim tempo desperdiçado. É puramente encenação e imposição das IC, numa total indiferença pelos trabalhadores e pelo seu bem-estar.

Assim, as Direções do MAIS, do SBN e do SBC vão reunir-se urgentemente, para deliberar as medidas a tomar em face deste comportamento inaceitável da Banca.

Estes Sindicatos darão nota aos seus associados das decisões tomadas para responder ao desprezo pelos bancários.

 

As Direções

14/09/26

 

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